O Governo disse que vai analisar taxas associadas ao registo dos hospitais de campanha para combate à covid-19, cobradas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), mas afastou este pagamento em estruturas geridas por autarquias destinadas ao apoio social.

“É uma matéria que o Governo irá, certamente, analisar, exercendo as competências que lhe competem”, declarou a ministra da Saúde, falando na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia no país.

Depois de terem surgido notícias de que estas taxas estavam a ser cobradas a várias autarquias, podendo chegar aos 50 mil euros, Marta Temido notou há que “ser objectivo relativamente ao que são as circunstâncias que geram obrigatoriedade de pagamento à ERS e, concretamente, de registo”.

“Assistimos à instalação de algumas estruturas de apoio junto de determinadas câmaras municipais, que se destinavam a serem unidades apoio para pessoas que não pudessem permanecer no seu domicílio e, não sendo estruturas destinadas à prestação de cuidados de saúde – e não tendo, aliás, nem um corpo médico próprio nem uma direcção -, provavelmente não configuram estabelecimentos e poderão não estar em causa para pagamento no registo junto da ERS”, argumentou a responsável.

Marta Temido referiu, por isso, que este é “um tema que tem de ser acompanhado nos próximos dias” pelo executivo, mas destacou também que a “ERS é uma entidade administrativa independente, tem independência orgânica, funcional e técnica e estará a exercer as atribuições que entende serem da sua competência”.

Frisando “não querer entrar em controvérsias”, a governante adiantou ainda que “o Ministério da Saúde tomou conhecimento do ofício enviado pela ERS a diversos presidentes da câmara, já na semana passada, e o que poderá dizer é que tanto quanto conseguimos ler dos ofícios, deles não resultava qualquer pedido de pagamento, fosse a que título fosse”.

No sábado, a ERS indicou em comunicado que os montantes e eventuais isenções ao pagamento das taxas associadas ao registo dos hospitais de campanha são definidos por portaria e frisou que não tem competência para criar excepções.

O processo de registo tem taxas associadas, de acordo com o “site” da ERS: “as entidades responsáveis por estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde estão obrigadas ao pagamento de uma taxa “com um limite mínimo de 1.000 euros, e um limite máximo de 50.000 euros”, em função do número de profissionais.

As entidades reguladoras podem ainda cobrar, nos termos dos respectivos estatutos, uma contribuição às empresas e outras entidades sujeitas aos seus poderes de regulação e de promoção e defesa da concorrência respeitantes à actividade económica dos sectores privado, público, cooperativo e social”, de acordo com a ERS.

A questão surgiu depois de a RTP e a SIC terem noticiado que algumas câmaras municipais estavam a ser notificadas para pagarem as taxas associadas ao registo destes hospitais de campanha.

Leia também...

Festas do Concelho de Sardoal 2018 com programa diversificado de 21 a 23 de Setembro

As Festas do Concelho de Sardoal 2018 decorrem de 21 a 23 de Setembro e integram um programa diversificado que inclui concertos, actividades desportivas,…

Acidente de trabalho provoca ferimentos graves a homem de 40 anos

Um homem com cerca de 40 anos ficou gravemente ferido na sequência de um acidente de trabalho na manhã desta sexta-feira, 11 de Outubro,…

Duas crianças resgatadas do Rio Tejo por populares em Santarém

Duas crianças foram resgatadas por populares do Rio Tejo na tarde deste sábado, 30 de Maio, na localidade da Ribeira de Santarém, Santarém. Segundo…

Incêndio em restaurante no W Shopping

Um incêndio deflagrou esta noite, pelas 22h21, no W Shopping, na zona da restauração e foi prontamente combatido pelas corporações da cidade. Depois do…