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A greve dos trabalhadores da Nobre teve hoje mais de 90% de adesão, segundo o sindicato dos trabalhadores da alimentação, que garante que a paralisação marcada para setembro mantém-se, face à ausência de respostas por parte da empresa.

“A adesão esteve entre os 90% e os 93%, tal como tinha acontecido na anterior. No turno da manhã, o maior, que conta com mais de 320 trabalhadores, estavam 33 a trabalhar”, indicou à Lusa Diogo Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas e Tabaco (SINTAB).

O sindicato adiantou ainda que teve que reportar à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que a Nobre Alimentação contratou, na passada sexta-feira, trabalhadores para substituir os que hoje estão em greve.

Estes trabalhadores exigem o aumento dos salários, a diferenciação por categorias profissionais, 25 dias de férias, 35 horas de trabalho semanal, direito ao dia de aniversário e diuturnidades.

Na última greve, realizada em 28 de abril, os trabalhadores aprovaram uma moção dando à empresa um prazo de 30 dias para terem uma resposta às suas reivindicações, declarando-se, já então, determinados a “voltar à luta”, caso não fossem iniciadas negociações.

Diogo Lopes referiu que a empresa respondeu na quinta-feira, notando que não vai fazer aumentos salariais, uma vez que tal já aconteceu em janeiro.

Contudo, o SINTAB contesta este argumento, explicando que em janeiro verificou-se a atualização do salário mínimo nacional.

Perante este cenário, os trabalhadores mantém agendada uma nova greve para 11 de setembro, data em que vão também discutir novas formas de luta.

Os trabalhadores já tinham paralisado em 08 de março de 2017 e, este ano, em 09 de fevereiro e 28 de abril pelos mesmos motivos.

No final de maio, os trabalhadores europeus do grupo mexicano Sigma, que detém a Nobre Alimentação, em Portugal, manifestaram “repúdio e indignação” pela postura da administração da empresa instalada em Rio Maior, declarando-se solidários com as reivindicações dos trabalhadores portugueses.

A greve também tem o apoio do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar.

A Lusa questionou a Nobre Alimentação, mas ainda não obteve resposta.

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