A ULS Médio Tejo anunciou hoje a conclusão da ampliação do Hospital de Dia de Torres Novas, uma intervenção estrutural para reforçar a capacidade de resposta assistencial face ao aumento significativo da procura por cuidados em regime ambulatório.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo, com sede em Torres Novas, explicou que a obra uniu três áreas anteriormente distintas, criando um espaço único com cerca de 57 metros quadrados, “moderno e funcional”, concebido para tratamentos de doentes com patologias crónicas, oncológicas e não oncológicas, assegurando “maior conforto, privacidade e segurança” aos utentes.

“Para os doentes que frequentam o Hospital de Dia, muitas vezes durante meses ou anos, o espaço onde recebem tratamento faz uma diferença real no seu bem-estar”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, citado na nota informativa.

Para o gestor, este investimento “impacta diretamente a qualidade de vida dos doentes oncológicos e crónicos, permitindo acompanhar o aumento da procura por cuidados ambulatórios e garantindo segurança, dignidade e humanização compatíveis com os padrões de qualidade que defendemos”.

O Hospital de Dia é uma unidade de cuidados onde os doentes realizam tratamentos ou procedimentos clínicos sem necessidade de internamento, regressando ao domicílio no mesmo dia.

Este serviço é essencial para pessoas com doença oncológica ou outras patologias crónicas que exigem acompanhamento regular, promovendo melhor qualidade de vida e utilização mais eficiente dos recursos hospitalares.

Na ULS Médio Tejo, a unidade cobre várias especialidades, incluindo Oncologia, Nefrologia (diálise), Dermatologia, Gastrenterologia e Reumatologia.

Segundo a ULS, a atividade do Hospital de Dia registou um “crescimento significativo nos últimos cinco anos”, refletindo o aumento da procura.

Segundo os dados revelados pela ULS, em 2023 foram contabilizadas 32.461 sessões, mais 13,9% do que no ano anterior.

Em 2024 registou-se um aumento de 5% nas sessões e, em 2025, de 11,3%, tendo a atividade ultrapassado nesse ano pela primeira vez as 40 mil sessões anuais.

A intervenção agora concluída incluiu a união de três áreas separadas, criando uma sala ampla de 57 metros quadrados, equipada para a utilização simultânea de múltiplos equipamentos clínicos e terapêuticos, implicando um investimento global na ordem dos 12.300 euros.

Ao mesmo tempo, acrescenta, foram implementadas melhorias técnicas e funcionais que reforçam a capacidade do serviço e asseguram “melhores condições de conforto, privacidade, segurança e humanização” para os doentes.

Casimiro Ramos acrescentou que a intervenção “reflete uma visão estratégica clara da instituição, centrada na qualificação das infraestruturas e na resposta às necessidades reais da população”.

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