A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria realizou esta tarde um exercício de simulacro no Hospital Distrital de Santarém (HDS). O teste teve lugar no Serviço de Urgência Geral e teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta e a articulação entre equipas em cenários de emergência.
O exercício decorreu entre a urgência e a área do conselho de administração, envolvendo a mobilização de meios operacionais e a presença de entidades externas no recinto hospitalar e áreas envolventes.
“O objetivo foi testar procedimentos de diversas forças de segurança e proteção civil, bem como a nossa capacidade interna de nos organizarmos a situações que nos escapam àquilo que é a rotina do dia-a-dia e que podem pôr em causa a segurança dos doentes, dos profissionais e da qualidade dos serviços que prestamos”, referiu Pedro Marques, presidente do conselho de administração da ULS Lezíria.
A ação estendeu-se a dois cenários dentro da unidade hospitalar, um incêndio e um sequestro. O enredo do exercício simulou a revolta de um utente devido ao tempo de espera da mãe, que ultrapassava as 12 horas, levando-o a provocar um foco de incêndio e a sequestrar um enfermeiro na triagem e o próprio presidente do conselho de administração da ULS Lezíria.
Esta simulação obrigou à intervenção coordenada do Serviço Municipal de Proteção Civil, dos Sapadores Bombeiros e do Comando Distrital da PSP de Santarém. Apesar do balanço positivo da iniciativa, foram identificadas áreas de melhoria no debriefing realizado entre as entidades.
“As comunicações são sempre um desafio nestas ocorrências porque funcionamos em frequências diferentes. Cada entidade tem de saber, no tempo certo, o que é que está a ocorrer para as coisas correrem bem”, sublinhou Filipe Almeirante, coordenador Municipal de Proteção Civil de Santarém.
Por sua vez, Carlos Grazina, comandante dos Sapadores Bombeiros de Santarém, destacou a complexidade dos cenários proporcionados por hospitais, embora a operação no HDS tenha corrido “dentro do expectável”.
“É sempre um cenário complexo devido às comorbilidades dos utentes, aos químicos existentes e aos condicionalismos da própria estrutura hospitalar”, afirmou o comandante.
Já João Silva, Comissário do Comando de Santarém da PSP, apontou a “capacidade de resposta imediata” da força de segurança, com os meios necessários, diante do cenário e incidente.
Os dados recolhidos durante o simulacro serão agora alvo de trabalho futuro, de forma a eliminar “pequenas ineficiências” registadas como “a forma de comunicação e a existência de uma central de comando”, concluiu Pedro Marques.
