Idoso infectado estava em lar ilegal em Vila Nova da Barquinha

Um idoso de um lar em Vila Nova da Barquinha, espaço que se descobriu estar em situação ilegal, acusou positivo à covid-19, estando neste momento hospitalizado e os demais utentes confinados no local.

“É um local de acolhimento que devia ter três pessoas, mas que tinha nove [utentes] e, efectivamente, uma das pessoas foi diagnosticada com covid positivo”, disse à Lusa a delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança.

O utente daquele espaço, na freguesia de Atalaia, um idoso acamado, “já não está no lar e a Autoridade de Saúde já tomou as medidas necessárias e articulou com a autarquia e a Segurança Social, e as pessoas estão a ser devidamente acompanhadas”, afirmou Maria dos Anjos Esperança.

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Contactado pela Lusa, o presidente do município de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, adiantou que “o doente encontra-se já hospitalizado e os outros oito utentes daquele espaço clandestino vão ser sujeitos a testes na terça-feira”, testes que serão “extensíveis aos funcionários que fazem o acompanhamento habitual” a estes idosos.

“O lar onde estavam os nove idosos não estava licenciado pela Segurança Social e estava a laborar, pelo que se encontra ilegal”, declarou Fernando Freire, esclarecendo que o diagnóstico positivo ao idoso “foi apurado em estabelecimento hospitalar”, estando o utente infectado hospitalizado e os outros oito idosos “confinados naquele local, até fazerem os testes de diagnóstico na terça-feira”.

Para o autarca, as principais preocupações relativas a esta situação, “além da ilegalidade”, é a de “representar um perigo para a saúde e a segurança dos seus utentes”, uma vez que “o lar não possui alvará e não têm acordos com a Segurança Social”, logo “as condições de ajudas técnicas, saúde, ajudas sociais e de conforto serão muito primárias”.

“Segundo informação médica, [o lar] irá permanecer aberto até à conclusão definitiva dos testes, mas em isolamento social, sem prejuízo das medidas a implementar pelas autoridades competentes”, acrescentou Fernando Freire.

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