O INEM garantiu hoje que “não se verificaram constrangimentos fora do padrão” no Natal devido à paragem durante alguns períodos de seis Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo.

Numa resposta enviada à Lusa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) confirma que, no período do Natal, se registaram “episódios de inoperacionalidade de VMER, nomeadamente no dia 24 de dezembro, em que seis VMER localizadas na região de Lisboa, Vale do Tejo e do Alentejo registaram períodos de inoperacionalidade”.

O INEM justifica a paragem com a “indisponibilidade temporária de equipas médicas, decorrente da dificuldade de gestão de equipas médicas, num período tradicionalmente mais exigente em termos de recursos humanos”.

“Nos dias 23 e 25 de dezembro, os níveis de operacionalidade das VMER registaram valores em linha com os habitualmente observados, não se verificando constrangimentos fora do padrão”, refere o INEM, avançando que, entre 19 e 29 de dezembro, “a taxa de inoperacionalidade das VMER a nível nacional foi de 3,04%” e estas paragens foram de maior tempo em Santarém, Vila Nova de Famalicão e Beja.

A Lusa questionou o INEM sobre a operacionalidade das VMER para a noite de hoje, mas não obteve qualquer resposta, indicando apenas que “o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) funciona numa lógica de complementaridade de meios e de funcionamento em rede, assegurando uma resposta articulada e contínua à população”.

O INEM explica ainda que a responsabilidade por assegurar os recursos humanos médicos das VMER, bem como pela gestão das respetivas escalas, é das unidades hospitalares onde os meios estão sediados, sendo as escalas “dinâmicas e dependem da disponibilidade dos profissionais, podendo sofrer ajustamentos pontuais, particularmente em períodos festivos”.

Atualmente existem 44 VMER em Portugal continental.

A notícia sobre as seis VMER paradas na véspera de Natal por falta de médicos foi avançada pela SIC.

Em comunicado, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) considera que esta pagarem “não se trata de um episódio isolado, mas do reflexo de uma incapacidade persistente em assegurar um serviço essencial à população”

“A gravidade da situação torna-se ainda mais evidente quando ocorre em simultâneo com uma campanha nacional dedicada à sinistralidade rodoviária. Enquanto se apelava à prevenção e à responsabilidade dos cidadãos, o país encontrava-se privado de seis das 44 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação, comprometendo a capacidade de resposta em situações críticas”, precisa a ANTEM, exigindo “esclarecimentos urgentes”.~

A associação sublinha ainda que o Serviço Nacional de Saúde e a emergência médica “não podem continuar a funcionar abaixo dos mínimos aceitáveis, sobretudo em períodos de risco acrescido”.

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