No dia 22 de março assinala-se o Dia Mundial da Água. É uma boa oportunidade para refletirmos sobre a importância de um recurso absolutamente vital para a nossa vida coletiva, como é o caso da água.

E não, não é exagero. Porque a água é mesmo vital para nós, sem água não há vida.

Pela sua importância, urge mudar o paradigma da sua gestão. É consensual que temos de gerir este recurso de forma mais eficiente, que as nossas cidades e sistemas têm de ser mais resilientes. 

Mas, mais importante do que isso, diria que temos de ter uma gestão da água mais INTELIGENTE. 

Os novos desafios com que nos deparamos exigem-nos novas abordagens e soluções, mais inteligentes.

Temos assistido, ao longo das últimas semanas, à ocorrência de níveis de precipitação muito acima do que vem sendo hábito nestes últimos anos. Por isso mesmo, passámos de uma situação de seca, em grande parte do território, para uma situação em que, nalguns casos, o excesso de água causa problemas e transtornos significativos.

Registam-se, com cada vez maior frequência, fenómenos extremos, que tornam mais difícil a gestão de um recurso como a água.

É, portanto, necessário encontrar soluções para as alturas em que ela é abundante, e simultaneamente para os momentos em que ela escasseia.

A gestão da água tem, cada vez mais, de ser parte integrante (e importante) na tomada de decisões, a diversos níveis. Se é certo que o desenvolvimento urbano e económico, bem como a atração e fixação de pessoas, são questões centrais numa região como a nossa, é também certo que esses processos têm de ser geridos de forma mais inteligente. 

Por isso mesmo, o planeamento deve ser efetuado de forma cada vez mais sustentada e sustentável, compatibilizando as intervenções necessárias para assegurar o desenvolvimento económico e social com os desafios colocados pelas alterações climáticas e pela ocorrência de fenómenos extremos, encontrando novas formas de responder a esses desafios, sem comprometer o desenvolvimento.

Com muita frequência se constata que linhas de água, valetas e outros sistemas de escoamento são interrompidos ou obstruídos, impedindo que a água siga o seu percurso e causando graves transtornos aos cidadãos, nomeadamente com a ocorrência de inundações.

Importa criar condições para, nalguns momentos, reter a água em excesso, mas também para sermos mais eficientes e comedidos na sua utilização, quando ela escasseia.

Temos, enquanto sociedade, de ser mais inteligentes na forma como planeamos e projetamos o nosso desenvolvimento, no que à gestão da água diz respeito. 

A natureza tem muita força, e a água encontra sempre o seu caminho… Também nós temos de encontrar o nosso, com eficiência, com resiliência, mas sobretudo com inteligência!

Francisco Silvestre de Oliveira
Presidente do Conselho de Administração da AR– Águas do Ribatejo, E.I.M., S.A

Leia também...

Cristina Branco relatou ao Tribunal memória “penosa” de acidente que vitimou Sara Carreira

A cantora Cristina Branco relatou hoje ao Juiz de Instrução Criminal de Santarém as circunstâncias em que ocorreu o acidente na autoestrada 1 que…

Comunidade celebra abertura da Universidade Cultural de Alcanede

A vila de Alcanede viveu, no passado sábado, 6 de Janeiro, um dia histórico com a inauguração da Universidade Cultural de Alcanede, projecto lançado…

Clube de Ginástica de Torres Novas arrecada três títulos de campeão distrital

O Clube de Ginástica de Torres Novas (CGTN) participou no Campeonato Territorial de Ginástica Artística da Associação de Ginástica de Santarém no dia 1…

Exercício internacional Orion testa em Portugal operações no âmbito da NATO

Mais de 1.200 militares oriundos de quatro países da NATO estão envolvidos até sexta-feira em Santa Margarida (Constância) no exercício Orion23, conduzido pelo Exército…