Aproximamo-nos do dia 22 de Março, data de inauguração da temporada na Monumental “Celestino Graça”, em Santarém, e são imensos os motivos de interesse em torno desta grandiosa jornada. A Associação “Sector 9” tem-se esmerado na preparação de atractivos para esta data, nomeadamente ao nível do ambiente que se pretende criar em torno desta memorável corrida na qual o consagrado cavaleiro João Moura Júnior se encerra para enfrentar em solitário seis toiros de outras tantas ganadarias portuguesas.

Os aficionados mais antigos recordam com imensa saudade a “encerrona” de seu pai, o cavaleiro João Moura, nesta praça há cerca de quarenta e seis anos, naquele que foi um dos acontecimentos mais relevantes daquela temporada. O distinto cavaleiro de Monforte operara ao tempo uma autêntica revolução no toureio equestre aportando-lhe diversas expressões até então nunca vistas. Na linha dos conceitos clássicos de João Branco Núncio e de José Mestre Batista, João Moura logrou impregnar o seu toureio com um temple e uma distância até aí inéditos, dando início a um novo ciclo que se foi tornando clássico, embora sem que além lograsse superar a marca do seu precursor.

João Moura Júnior cultiva a expressão de toureio paterna, porém, tem conseguido engrandecê-la com alguns detalhes muito personalizados, o que muito valoriza a sua tauromaquia, permitindo-lhe alcandorar-se a uma das posições mais destacadas entre as figuras da sua geração.

Detentor de uma qualificada quadra de cavalos, João Moura Júnior dispõe de soluções para praticamente todos os problemas que os toiros lhe possam colocar nesta tarde, e, de facto, não se adivinham facilidades, pois o Marialva de Monforte assumiu plenamente o risco e aceitou enfrentar-se com toiros de algumas das mais emblemáticas divisas nacionais – Palha, Veiga Teixeira, Vale do Sorraia, Murteira Grave, Romão Tenório e António Raul Brito Paes. 

Os toiros, para além das características peculiares de cada encaste, estão magnificamente apresentados e só se espera que permitam uma tarde memorável para o valoroso toureiro, para os forcados e, claro está, também para os ganadeiros. Se todas estas premissas se alinharem, os aficionados – que certamente irão esgotar a lotação da Monumental “Celestino Graça” – terão motivo de sobra para não mais esquecer esta data e este cenário.

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