O Tribunal de Santarém agendou sessões para os dias 12 de Novembro e 2 e 3 de Dezembro para tomada de declarações complementares no julgamento do processo do furto e recuperação das armas do paiol de Tancos.

Na sequência da comunicação da alteração não substancial de factos feita pelo Tribunal no passado dia 6, o colectivo decretou a reabertura da audiência de julgamento, tendo em conta o requerimento dos arguidos Pinto da Costa, Lage de Carvalho, Bruno Ataíde, José Gonçalves, Vasco Brazão e Taciano Correia para prestação de declarações complementares.

À prestação de declarações seguir-se-ão alegações orais complementares, determina o despacho assinado pelo presidente do colectivo, juiz Nelson Barra.

O julgamento, iniciado em 2 de Novembro de 2020 no Tribunal Judicial de Santarém, chegou a ter a leitura do acórdão agendada para 11 de Outubro e depois, fruto da comunicação da alteração não substancial de factos e alteração da qualificação jurídica dos factos descritos no despacho de pronúncia, para hoje, datas que ficaram sem efeito.

No julgamento, com 23 arguidos, estão em causa crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, receptação e detenção de arma proibida.

Além do ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, estão também em julgamento o antigo director da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira e o ex-porta-voz desta instituição militar Vasco Brazão, além de elementos da GNR de Loulé.

Alguns arguidos são acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais, enquanto outros, entre os quais Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo ministerial no seguimento do processo, e os dois elementos da PJM, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de Junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a recuperação de algum material sido feita na região da Chamusca, Santarém, em Outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Em alegações finais, o Ministério Público pediu a absolvição de 11 dos 23 arguidos, incluindo de Azeredo Lopes, considerando que a conduta do ex-governante se pautou apenas por uma “omissão do ponto de vista ético”, ao não diligenciar no sentido de ser levantado um processo disciplinar aos elementos da Polícia PJM.

Já a pena mais grave – entre os nove e os dez anos de prisão – foi pedida para João Paulino, autor confesso do furto.

Leia também...

Homem apanhado a conduzir com 2,8 g/l no sangue

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Tomar deteve um homem com 51 anos por condução sob o efeito de álcool durante uma fiscalização.…

10 ª Edição das Jornadas de Cultura no concelho de Salvaterra de Magos

As Jornadas de Cultura decorrem no concelho de Salvaterra de Magos de 8 a 17 de Setembro e incluem espectáculos musicais, apresentação de livros,…

Incêndio rural consumiu 97,5 hectares em Arrouquelas e Manique do Intendente

Fogo deflagrou às 14h20 e foi extinto pelas 23h50 No passado sábado, dia 04 de Agosto de 2018, os Concelhos de Azambuja e Rio…

GNR realizou 315 transportes de órgãos em 2023, mais 54 do que no ano anterior

A Guarda Nacional Republicana realizou 315 transportes de órgãos no ano passado, mais 54 do que no ano anterior, indicou hoje a corporação, avançando…