As comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste comprometeram-se a apresentarem ao Governo uma estratégia comum para o desenvolvimento dos respectivos territórios tendo em vista o próximo quadro comunitário de apoio Portugal 2020/2030.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, explicou que o Governo assinou hoje um memorando com as três comunidades, que têm agora de desenvolver uma Intervenção Integrada de Base Territorial que inclua o que considerarem mais importante para o desenvolvimento dos três territórios, tendo em vista uma gestão comum de fundos comunitários.

“Ou seja, as associações de municípios, em vez de irem às diversas gavetas dos fundos comunitários para se servirem [cada uma por si], irão construir uma estratégia integrada deste território e negociarão com o Governo, com o Ministério do Planeamento e também com o ministério da Coesão Territorial, fundos para alocarem a essa mesma estratégia. E, uma vez encontrado um envelope financeiro, são eles próprios depois a terem a governança desses mesmos fundos. Em vez de andarem com projectos numa gaveta e noutra gaveta, acabam por ter uma gaveta única”, realçou.

Para concretizar esta estratégia será criada uma comissão de trabalho. A apresentação do plano não tem um prazo estipulado, mas é esperado que “no primeiro semestre do próximo ano as coisas possam estar negociadas e aceites por todas as partes”, servindo de plano de acção para os próximos dez anos de aplicação de fundos comunitários, disse.

As três CIM fazem parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo ao nível de organização territorial, mas, para obtenção de fundos comunitários, Oeste e Médio Tejo estão integradas na CCDR do Centro e a Lezíria na do Alentejo.

“Aquilo que se pretende é que haja aqui alguma coerência entre estes três territórios e encontrar uma gestão que seja comum. Estes são três territórios que continuam em divergência com aquilo que é o crescimento a nível nacional. São territórios que não são propriamente do interior quando a gente fala no interior profundo, mas são territórios que não têm crescido em termos de PIB per capita como qualquer um deles gostava de ter crescido. Daí que se justifique uma estratégia própria para os mesmos, que constituem uma espécie de cintura verde à Área Metropolitana de Lisboa”, acrescentou.

A celebração do memorando foi o culminar de um trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos pelas três comunidades, que, em conjunto, são constituídas por 36 municípios, com um território de quase 10 mil quilómetros quadrados e mais de 860 mil pessoas.

O governante destacou que se houver outras CIM ou territórios que se organizem para elaborar uma estratégia e que a apresentem ao Governo, “certamente que o Governo irá apreciar as virtudes da mesma”.

O memorando de entendimento foi assinado entre os representantes das três comunidades e com os ministros da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, e do Planeamento, Nelson de Souza.

Leia também...

Câmara do Cartaxo mobiliza forças de segurança para encontrar idosa desaparecida

Vitalina Galvão, de 86 anos, residente na cidade do Cartaxo está desaparecida desde esta última segunda-feira, 5 de Agosto. A idosa está desaparecida “veste…

Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Santarém em vigor até 2029

O Regulamento do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Santarém 2020-2029 já está em vigor, tendo sido o documento publicado no…

Startup Santarém ajuda a configurar proposta de valor das empresas

No âmbito do seu apoio ao empreendedorismo, a Startup Santarém realiza no dia 28 de Fevereiro, pelas 17h00, um encontro de networking empresarial para…

Utentes do projecto INcluir pintaram esta manhã armários urbanos da EDP em Santarém

Cerca de dez utentes do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santarém dão cor a armários da EDP. Uma actividade integrada…