Foto de arquivo
Foto de arquivo

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) só aceita um novo Programa Operacional se este for associado à “prometida” região a formar com as CIM do Médio Tejo e do Oeste, disse esta quinta-feira, 27 de Junho, o presidente.

Pedro Miguel Ribeiro disse à Lusa que, numa reunião realizada esta semana, a maioria dos 11 presidentes dos municípios que integram a CIMLT estão determinados em exigir que o novo Programa Operacional seja associado à criação de uma nova NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos) de nível 2 (a somar às sete já existentes no país), como foi prometido pelo Governo.

“Ou temos um Programa Operacional com uma região associada, como defendeu o primeiro-ministro e o anterior ministro das Infraestruturas Pedro Marques, ou vamos definitivamente para o Alentejo, deixando em definitivo a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) de Lisboa”, declarou.

As três CIM (Lezíria, Médio Tejo e Oeste) dependem da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo em termos de ordenamento do território, mas integram as CCDR Centro (OesteCIM e CIMT) e Alentejo (CIMLT) para os fundos comunitários, tendo o actual Governo socialista anunciado por diversas vezes que avançaria com a criação da nova região quando fosse negociado o novo quadro comunitário de apoios.

“Faz todo o sentido do ponto de vista estratégico”, disse Pedro Ribeiro, lamentando que não tenha sido aproveitado “o momento em que poderia ter acontecido” de “forma ordinária” (até Fevereiro último).

Perdida essa “janela de oportunidade”, a criação da região poderá, segundo o autarca, fazer-se “de forma extraordinária”, sendo apenas necessário que “haja vontade política para que aconteça”, cabendo ao Governo “propor e encontrar argumentos” que garantam a sua aprovação por Bruxelas.

“Quando há vontade política as coisas fazem-se. Não havendo, preferimos ficar no Alentejo a ter um Programa Operacional que dura sete anos e depois não se sabe o que acontece”, disse.

Para Pedro Ribeiro, acabado o Programa Operacional, a Lezíria “não quer ficar dependente de Lisboa”, onde os problemas são de tal modo diversos dos sentidos nesta sub-região (sobrepopulação, falta de habitação, de escolas, de creches), que não há uma compreensão sobre a realidade deste território.

“A proximidade a Lisboa ninguém nos tira”, disse, salientando que, pelo menos, o Alentejo “conhece e compreende” pela similitude de realidades (como por exemplo a importância da agricultura e do mundo rural), sendo “mais fácil articular” estratégias.

Pedro Ribeiro afirmou que vai reunir-se com os presidentes das comunidades intermunicipais do Médio Tejo, Anabela Freitas, e do Oeste, Pedro Folgado, e comunicar a posição da CIMLT às CCDR do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo.

Leia também...

Ângela Varino é a nova Rainha das Vindimas do Concelho de Azambuja

Ângela Varino, natural da Freguesia de Aveiras de Cima, foi a grande vencedora da eleição Rainha das Vindimas do Concelho de Azambuja 2018. À…

Ferreira do Zêzere vai ter Loja de Cidadão de última geração

A candidatura para a construção de uma Loja de Cidadão de última geração em Ferreira do Zêzere foi aprovada, representando um investimento global na…

Nuno Mira exige ao Governo melhores acessibilidades

A Semana da Ascensão’26 arrancou no sábado, 9 de Maio, na Chamusca, debaixo de chuva, mas nem o tempo instável retirou força ao ambiente…

Entroncamento aprova orçamento de 19 milhões para 2019

A Câmara Municipal do Entroncamento aprovou, na reunião de câmara de 5 de Novembro, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2019,…