Assinalou-se na passada segunda-feira, 9 de outubro de 2023, o Dia Europeu da Arte Rupestre e Mação recebeu uma palestra orientada por Virginia Lattao sobre o “Pigmento como expressão artística: História dos pigmentos e aplicações analítica”.

A palestra teve lugar no ITM – Instituto Terra e Memória. A arte rupestre são representações artísticas pré-históricas realizadas em paredes, tetos e outras superfícies de cavernas e abrigos rochosos, ou mesmo sobre superfícies rochosas ao ar livre.

Os pigmentos de pinturas rupestres eram preparados de precursores naturais sendo as cores eram obtidas a partir de ocres ricos em óxidos de ferro, carvão vegetal, ossos queimados e óxido de manganês, entre outros minerais.

Na palestra Virginia Lattao explicou que o recurso a pigmentos para pinturas rupestres eram meios de afirmação, de identidade e a comunicação. Os pigmentos são importantes como significado de expressão sendo que a sua utilização pode sublinhar, muitas vezes, uma escolha cultural ou uma mudança no conhecimento das matérias primas.

No Concelho de Mação o circuito de Arte Rupestre abarca três locais diferentes no território: o Vale do Ocreza, o abrigo pintado do Pego da Rainha e o sítio de Cobragança.

O sítio do Pego da Rainha corresponde a uma parede sub-vertical com barras e pontos de coloração vermelha e a um abrigo de médias dimensões localizado perto de um topo de maciço quartzítico no lado oposto ao Castelo Velho da Zimbreira.

As figuras pintadas nestes painéis correspondem a linhas, pontos, círculos, semicírculos e figuras antropomórficas. Esta iconografia corresponde aos típicos elementos que compõem a chamada Arte Esquemática da Península Ibérica, um estilo de arte rupestre que terá começado ainda no Neolítico Antigo e tem correspondências até ao final da Idade do Bronze.

O rio Ocreza é um afluente da margem direita do Tejo que corta um dos inúmeros afloramentos de xisto que abundam na região. O vale do Ocreza é um dos 12 sítios de arte rupestre registados do Complexo Rupestre do Vale do Tejo, uma área com cerca de 120 km. Uma parte está localizada no Concelho de Mação. A variedade tipológica de todas as gravuras do Ocreza é acentuada já que é possível registar a presença de figuras humanas e animais, predominando as figuras geométricas e as manchas de picotado. É o único sítio do vale do Tejo que apresenta uma gravura do Paleolítico, ou seja, com cerca de 20.000 anos. O resto das gravuras oscila em cronologias desde o 8.000 a 3.000 anos antes de Cristo.

O sítio de arte rupestre de Cobragança está localizado a cerca de 1.2 km da vila do Caratão na área municipal de Mação e foi descoberto em 1943. Embora gravemente afetado pelos incêndios de 2003 e de 2017 ainda é possível visualizar-me várias gravuras nas duas bancadas.

Leia também...

Radialista de Marinhais lutou 22 dias pela vida mas não resistiu aos ferimentos

Alice Calçada, 78 anos, radialista da Rádio Marinhais, morreu ontem no Hospital de Santarém, 22 dias depois do acidente em Muge, em que faleceu…

Feira de S. Simão de regresso à Vila de Sardoal

A tradicional Feira de S. Simão, também conhecida como “Feira da Fossa”, está de volta às ruas da Vila de Sardoal no dia 28…

Almeirim apoia projecto Kids Athletics

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e a Câmara Municipal de Almeirim estabeleceram uma parceria que visa “disseminar as boas práticas no ensino do…

GNR e PSP iniciam campanha sobre riscos de usar telemóvel ao volante

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP iniciam esta semana uma campanha para alertar os condutores sobre as “consequências negativas e…