Foto ilustrativa

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), denunciou “graves deficiências que comprometem a atividade do Ministério Público, na Comarca de Santarém”, no âmbito de uma reunião plenária, realizada no passado dia 8 de Outubro. Refere o próprio sindicato em comunicado.

Inserido num ciclo de reuniões plenárias, que irão abranger as 23 comarcas existentes no país, o presente plenário teve o objetivo “de avaliar os constrangimentos estruturais e operacionais que afetam o quotidiano dos magistrados e o funcionamento dos tribunais da região”, explica.

No que diz respeito à Comarca de Santarém, entre os problemas identificados, “destaca-se a degradação das infraestruturas, com casos de infiltrações, ausência de climatização e temperaturas extremas que inviabilizam a realização de diligências”, enumera a nota de imprensa.
Relativamente aos tribunais de Benavente, Almeirim, Torres Novas e Santarém, “há salas de audiência que atingem os 40.ºC durante o verão, sem qualquer sistema de ar condicionado”, obrigando magistrados e funcionários “a suportar condições insalubres ou a recorrer a equipamentos adquiridos por iniciativa própria”, denuncia.
A falta de segurança é igualmente sublinhada, com vários edifícios a operar sem vigilância privada, “colocando em risco profissionais e utentes”, afirma, sendo que a situação é agravada pela escassez de recursos humanos.
A comarca “regista um défice superior a 14% de oficiais de justiça, que ultrapassa os 20% quando se considera o absentismo prolongado”, onde a média etária elevada e o número crescente de reformas previstas para os próximos anos “tornam o cenário ainda mais preocupante”, revela.
O SMMP alerta ainda para a sobrecarga de trabalho, especialmente em áreas como os crimes informáticos, “onde os magistrados são obrigados a assumir tarefas administrativas e técnicas sem qualquer apoio”, destaca. A indefinição quanto à manutenção de lugares auxiliares, bem como o não preenchimento de lugares de efetivos, optando-se pela colocação de auxiliares, “gera instabilidade e compromete a gestão eficaz dos processos”, entende o sindicato.
Para além disso, a ausência de formação específica para os oficiais de justiça obriga os magistrados “a executar atos que poderiam ser delegados, agravando a pressão sobre os profissionais e comprometendo a eficiência do sistema judicial”, aponta.
O plenário concluiu que estas condições “colocam em risco o regular funcionamento da justiça na Comarca de Santarém, com impacto direto não apenas nos profissionais, mas também nos cidadãos que dela dependem”, considera.
Deste modo, o SMMP exige medidas urgentes por parte das entidades competentes, nomeadamente “o reforço dos recursos humanos, a requalificação das infraestruturas e a garantia de condições dignas para a atividade do Ministério Público”, defende.
Leia também...

Faleceu o Comendador José Júlio Eloy

Aos 86 anos.

PJ detém alegado violador de jovem de 19 anos

Um homem, de 40 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) no distrito de Évora por um presumível crime de violação de uma jovem…

Festa do “Dia do Vitória” encerrou a melhor época de sempre do emblema vitoriano

Concluídas as obras de requalificação, o Vitória Clube de Santarém consagrou campeões distritais de futsal em 2022/23 e vencedores dos prémios “Vitória de Ouro”.…

Santarém preparada para os novos desafios da Sustentabilidade

O Município de Santarém apresentou, no passado dia 5 de Janeiro, dois novos veículos de recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU) com capacidade de…