O mau tempo e os caudais elevados do Tejo mantêm hoje 26 vias de comunicação afetadas em vários concelhos do distrito de Santarém, num cenário que deverá prolongar‑se nos próximos dias, segundo a Proteção Civil.
Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explica que a precipitação dos últimos dias e “o aumento dos caudais debitados pelas barragens espanholas” provocaram “a subida dos níveis hidrométricos do rio Tejo e de vários afluentes”, levando ao corte e submersão de múltiplas vias em diversos concelhos da região.
Em Coruche, estão submersos o desvio da Ponte da Escusa, a ligação entre a EN114 e EN251 (Estrada das Meias), a ligação EN114‑3–EN119 (Estrada da Amieira) e ocorreu o galgamento da margem esquerda do Sorraia.
No Cartaxo, foram submersas a EN114‑2, entre Setil e a Ponte do Reguengo, e a EN3‑2, entre Reguengo e Valada, que permanece interditada.
Em Santarém, encontram‑se submersas a EN365‑4 (Ponte de Alcaides), a EN365 (Ponte do Celeiro), a Ponte do Alviela (Pombalinho/Vale de Figueira) e a EM1348 (Vale de Figueira/Santarém — Estrada do Campo). O cais da Ribeira de Santarém está também submerso e a Ponte da Panela está cortada para manutenção.
No concelho da Golegã, estão inundadas a Estrada dos Lázaros (CM1), a Estrada das Braquenizes e a Ponte do Alviela (EN365), esta última interditada.
Também os municípios de Salvaterra de Magos, Rio Maior, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha registam submersões de estradas, incluindo a EN368 (Alpiarça/Tapada), a EM1456 (Benavente/Reta do Cabo) e o cais do Almourol.
De acordo com a nota, registou‑se desde as 20:00 de domingo uma estabilização dos caudais libertados pelas barragens. Ainda assim, a ANEPC alerta que os afluentes do Tejo deverão manter “caudais elevados nos próximos dias”, podendo ocorrer oscilações.
A ANEPC avisa que o cenário atual pode causar inundações urbanas, cheias por transbordo, instabilização de vertentes e deslizamentos, agravados pela saturação dos solos. O piso rodoviário poderá tornar‑se escorregadio, com formação de lençóis de água, e algumas vias podem permanecer interditadas.
A Proteção Civil sublinha ainda o risco de objetos serem arrastados para as estradas devido à força da água ou ao desprendimento de estruturas mal fixadas.
As autoridades apelam ainda para que agricultores, empresas e residentes retirem equipamentos e animais das zonas habitualmente inundáveis e evitem atravessar zonas alagadas, “a pé ou em viatura”.
Depois da depressão Ingrid, nos últimos dias, Portugal continental começou hoje a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os efeitos da depressão Joseph irão estender-se, de forma gradual, às restantes regiões de Portugal continental na noite de segunda para terça-feira, “e com a passagem de sucessivas ondulações frontais pelo menos até ao fim de semana”, segundo o IPMA.
