Mário Ruas, como já se sabe, não vai continuar nos comandos da equipa técnica da União Desportiva de Santarém. O Correio do Ribatejo na ressaca da vitória do campeonato distrital entrevistou o treinador que revelou o trabalho que foi efectuado para alcançar o êxito.

Qual é a sensação de conquistar o título de campeão distrital de Santarém e levar o União de Santarém aos campeonatos nacionais? É uma sensação única e maravilhosa. Enquanto equipa, por tudo o que nós passámos, de todas as contrariedades que tivemos e ultrapassámos, fazemos sempre das dificuldades força, e com muito trabalho, dedicação e uma grande união de grupo, conseguirmos terminar desta forma é sofrido, mas ainda é mais saboroso. Para mim, que fiz seis anos da formação no clube, um ano de sénior como jogador, poder participar na conquista do título de campeão distrital da 2ª e 1ª divisão como treinador e levarmos o clube da nossa cidade ao Campeonato de Portugal é muito gratificante. Sou um privilegiado por fazer parte da história do União e só tenho de agradecer às pessoas que acreditaram e apostaram em nós enquanto equipa técnica, nomeadamente o Dr. José Francisco Gandarez e o Rui Manhoso.

Conquistou, com a mesma equipa, o campeonato da 2ª divisão, como é que se constrói uma equipa para vencer a primeira divisão? São competições totalmente distintas: a 2 ª divisão é um campeonato menos competitivo e termina muito tarde para as equipas que sobem de divisão o que prejudica a planificação da época seguinte. Nós, equipa técnica e a SAD do clube, praticamente não tivemos férias. Organizar tudo de novo, com a maioria dos jogadores da região já comprometidos com outros clubes, do plantel da 2ª divisão permaneceram seis jogadores, foi começar do zero, jogadores novos, e ainda mais difícil o é quando temos a ambição e o objectivo de sermos novamente campeões e subir de divisão. Foi uma tarefa bastante árdua, mas que felizmente deu os seus frutos.

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Quais foram os jogos mais difíceis e as maiores dificuldades encontradas ao longo desta caminhada? O jogo mais difícil e o momento mais complicado enquanto treinador esta época foi o jogo com o Samora Correia onde a vida de um jogador, um líder de balneário teve em risco. Foi um momento marcante para toda a família do União, que nos acompanhou ao longo da época que abalou a estrutura mental dos jogadores mas que fez o grupo ficar ainda mais unido.

Mário Ruas com os filhos na festa do título.

O apoio da massa associativa foi importante? Logicamente que sim, todos aqueles que nos acompanharam desde o primeiro momento. Temos de agradecer a todos, desde a claque que esteve sempre presente, a todos os adeptos, sócios e simpatizantes do Clube. Mas não podia deixar de dar um agradecimento muito especial às nossas famílias que nos aturaram nos bons e maus momentos e que nos deram o equilíbrio emocional necessário para estarmos sempre bem. Só com o apoio de todos foi possível e todos somos Campeões!

Quem para si mais se destacou? O nosso colectivo é a nossa arma. Todos os jogadores sem excepção são importantes, todos mesmo! Sozinhos não somos nada, juntos, aí sim, conseguimos ganhar.

O Coruchense esteve quase toda a temporada na frente, acha que as mudanças de treinador ajudaram à vossa conquista? Foi um campeonato bastante competitivo e todas as equipas tinham as suas armas. Só posso falar do que se passa na nossa casa. Nesse aspecto, só as pessoas do Coruchense poderão responder a essa questão.

Esperava um campeonato renhido até à última jornada? Sabíamos que possivelmente este seria o campeonato mais competitivo dos últimos anos e a prova disso foi que só ficou resolvido na última jornada. Várias equipas a apostar para subir de divisão, duas equipas que tinham descido do Campeonato de Portugal, sabíamos que ia ser uma luta dura mas que íamos estar à altura para poder responder.

Esta equipa da União de Santarém tem possibilidades de fazer uma boa época no Campeonato Nacional de Seniores? São questões que ainda é cedo para se poder responder, até porque temos mais duas finais até ao fim e ainda não acabou. Dois objectivos que também queremos concretizar, para nós a época termina no dia 25 de Maio. Cada assunto a seu tempo.

Entrevista da edição impressa de 10 de Maio.

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