Cerca de meia centena de pequenos negócios encerraram no concelho de Santarém desde o início da pandemia da covid-19, em Março de 2020, segundo a Associação Comercial que abrange seis municípios da região.

David Dias, presidente da Associação Comercial, Empresarial e Serviços dos Concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo e Chamusca (ACES), disse à Lusa que, desde o primeiro confinamento, ainda em Março de 2020, 64 dos seus associados deram baixa do negócio, a grande maioria no concelho de Santarém.

A maior parte das empresas fecharam logo na sequência da primeira fase de confinamento, sendo que, desde o início deste ano, foram cinco as que comunicaram o encerramento, afirmou.

O pequeno comércio é o mais afectado (42% dos encerramentos), seguindo-se a área da restauração (33%), serviços (9%) e outros (16%), disse, adiantando que cerca de 70% dos 500 associados da ACES se situam no concelho de Santarém.

David Dias afirmou ainda que, em contrapartida, houve alguns negócios que souberam “reinventar-se”, dando o exemplo da Loja das Tradições, que, mesmo durante o confinamento, conseguiu aumentar as suas vendas com as entregas ao domicílio.

Com o levantamento, no passado dia 05, de algumas restrições impostas devido à pandemia da covid-19, o sector que registou maior movimento foi o dos estabelecimentos com esplanadas, salientou.

O presidente da ACES saudou a campanha de incentivos às compras no comércio local lançada pela Câmara de Santarém, que emitiu 2.000 ‘vouchers’ no valor de 10 euros cada para incentivar os munícipes a consumirem nas lojas da cidade.

Segundo David Dias, neste momento há 121 negócios aderentes e os ‘vouchers’, disponibilizados há cerca de uma semana, estão praticamente esgotados.

“É uma forma fácil de injectar dinheiro na economia local”, disse, considerando que é também um incentivo a que as pessoas, que “estão renitentes em sair à rua”, consumam e possam escolher a que negócio “querem dar o seu contributo”.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse hoje à Lusa que vai ser levado à próxima reunião de câmara a proposta de reforço desta medida com mais 30.000 euros, tendo em conta que o objectivo visado está a ser alcançado.

“Está a correr muito bem. Há mais de 120 adesões e está a dinamizar a economia. É um incentivo às pessoas para saírem e consumirem nas pequenas lojas”, disse, adiantando que apenas é disponibilizado um ‘voucher’ por pessoa, mas que representa um valor significativo no conjunto de uma família.

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