Foto de arquivo
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A artista libanesa Tania el Khoury abre a 10.ª edição do Festival Materiais Diversos no dia 27 de Setembro, em Minde, concelho de Alcanena, com a estreia nacional de “As Far as My Fingertips Take Me”.

Na apresentação da edição do Festival Materiais Diversos (FMD), que vai decorrer em Minde, em Alcanena e no Cartaxo, entre 27 de Setembro e 5 de Outubro, a directora artística da Materiais Diversos, Elisabete Paiva, anunciou mais de 60 actividades e 17 espectáculos, cinco deles em estreia absoluta e quatro em estreia nacional, com a participação de 150 artistas.

A apresentação desta edição “celebrativa” decorreu no Museu da Aguarela Roque Gameiro, em Minde, o espaço que vai acolher o espectáculo de arranque do festival, na primeira apresentação em Portugal da performance da “premiada artista libanesa” que questiona “a actual condição dos refugiados na Europa e a sua relação com os europeus”.

O espectáculo, “para uma pessoa de cada vez” – já que “promove o encontro” entre um espectador e o refugiado palestiniano e performer Basel Zaraa, através de uma parede -, vai acontecer nas manhãs e tardes dos dias 27, 28 e 29 de Setembro.

Além deste espectáculo, o primeiro dia do festival oferece, ao final da tarde, na Fábrica da Cultura, em Minde, a antestreia de “Mistério da Cultura”, de David Marques, pouco depois de Filipa Francisco estrear, também na dança, “Partilhas/Exchanges”, no cineteatro Rogério Venâncio, igualmente em Minde.

O tema das migrações e dos refugiados estará presente numa outra estreia em Portugal, a de “Pleasant Island”, o espectáculo de Silke Huysmans e Hannes Dereere sobre Nauru, a pequena ilha do Pacífico outrora próspera e que atualmente sobrevive da compensação por receber refugiados da Austrália.

O espectáculo vai acontecer no dia 4 de Outubro, no Centro Cultural do Cartaxo, cidade que receberá, no dia seguinte, ao final da tarde, na praça de touros, mais uma estreia nacional, o espectáculo de dança “Don’t be Frightened of Turning the Page”, do criador italiano Alessandro Sciarroni, que recebeu este ano o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, pela sua obra coreográfica.

Sciarroni estará com Rui Pina Coelho e Gustavo Vicente a dirigir a Escola de Verão do FMD, destinada a artistas e investigadores no campo das artes performativas.

A decorrer durante o FMD, em Minde e no Cartaxo, a escola de verão – intitulada “Na Prática” e resultante de uma colaboração entre a Materiais Diversos e o Centro de Estudos de Teatro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) – propõe-se “formar uma comunidade temporária, que habita o festival e os seus lugares ao longo de nove dias, em torno da dimensão política de ser espectador e do trabalho de Alessandro Sciarroni”.

A programação de dança inclui ainda a apresentação de “Margem”, do coreógrafo Victor Hugo Pontes, vencedor este ano do prémio de Melhor Coreografia da Sociedade Portuguesa de Autores. Será no dia 3 de Outubro, no Centro Cultural do Cartaxo.

A encerrar o FMD, na noite de 5 de Outubro, no Centro Cultural do Cartaxo, a coreógrafa e bailarina Ana Rita Teodoro apresenta “FoFo”, espectáculo que, na fase de criação, incluiu duas oficinas de pesquisa com adolescentes, no Cartaxo e na escola secundária de Alcanena.

Outra estreia, a da performance “Jogo de Lençóis”, de Lígia Soares, construída a partir dos depoimentos das pessoas da vila de Minde que, ao longo das dez edições do festival, acolheram artistas e equipas técnicas nas suas casas, vai acontecer a 28 de Setembro (com repetição no dia seguinte), na Casa da Memória.

A mais recente criação da companhia Teatro do Vestido, “Viagem a Portugal”, com texto e direcção de Joana Craveiro, estreia-se no mesmo dia (também com repetição no dia seguinte), no auditório do Sindicato dos Curtumes, em Alcanena, vila que receberá, a 27 e 28 de Setembro, no Cineteatro S. Pedro, outra estreia no teatro, “A Menor Língua do Mundo”, sobre línguas minoritárias (com destaque para o dialecto local, minderico).

De 1 a 5 de Outubro, na Galeria Municipal do Cartaxo, vai estar “Selva Coragem”, uma “acção participativa e instalação” do Teatro do Frio, uma “criação interdisciplinar, que articula arte sonora, escrita dramatúrgica e performance com perspectivas de sustentabilidade, biodiversidade e qualidade de vida no tecido urbano”.

De 4 a 20 de Outubro, no Centro Cultural do Cartaxo, estará patente a exposição “Para uma Timeline a Haver – Genealogias da Dança Enquanto Prática Artística em Portugal”, de João dos Santos Martins, Ana Bigotte Vieira e Carlos Manuel Oliveira.

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