Na sequência dos danos causados pela depressão Kristin, a Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, esteve em Tomar numa visita de trabalho ao Convento de Cristo e à Mata dos Sete Montes, acompanhada pela sua equipa técnica, pelo presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, e pela diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão, com o objetivo de avaliar no terreno os estragos provocados pelo temporal.
A visita incluiu a observação dos danos no Convento de Cristo, Património Mundial da UNESCO, onde se registaram, entre outras ocorrências, a destruição de um vitral e o desprendimento de duas gárgolas, bem como os impactos significativos na envolvente arbórea, nomeadamente no laranjal histórico e na Mata dos Sete Montes, área contígua ao monumento e gerida pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Um dos pontos centrais da visita foi a Charolinha da Mata dos Sete Montes, monumento icónico do século XVI, que funcionava como “casa de fresco” dos monges, com pontos de água destinados à oração e recolhimento. As árvores derrubadas pela tempestade provocaram a sua destruição quase total.
De acordo com as estimativas técnicas iniciais, a recuperação da Charolinha “poderá representar um investimento na ordem dos 250 mil euros”, enquanto os trabalhos necessários no Convento de Cristo rondarão os 500 mil euros”, revela o Município de Tomar em comunicado, adiantando ainda que estas intervenções “deverão integrar-se no fundo nacional de 20 milhões de euros destinado à recuperação do património cultural afetado”, recentemente anunciado pelo Governo.
A Ministra da Cultura manifestou a sua sensibilidade e disponibilidade para apoiar quem está no terreno a lidar com as consequências da intempérie, assegurando “que existem condições para avançar com a reconstrução da Charolinha no mais curto espaço de tempo possível”, apontando como objetivo a sua reposição até ao final de 2027.
Foi ainda assumido um compromisso de colaboração entre o Município de Tomar, o Convento de Cristo e a entidade Monumentos e Museus de Portugal, com o apoio do Ministério da Cultura, no sentido de desenvolver um novo programa de dinamização deste património e estudar a possibilidade de reclassificação de todo o complexo monumental, “valorizando a sua dimensão histórica, cultural e paisagística”, sublinha.
A município informa que, por razões de segurança, a Mata dos Sete Montes manter-se-á encerrada ao público, uma vez que subsistem árvores instáveis, “sendo prioritária a estabilização da área antes de qualquer reabertura”, conclui.




