A Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém defendeu um reforço do policiamento de proximidade e medidas urgentes ao nível da mobilidade e do estacionamento, reivindicações que querem fazer chegar ao executivo camarário.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação, Francisco Pombas, sublinhou que os moradores estão “particularmente preocupados” com a insegurança e com as dificuldades de estacionamento, problemas que, segundo disse, têm-se agravado com o aumento da atividade noturna no centro histórico.

“O reforço do policiamento de proximidade continua a ser, do ponto de vista dos moradores, a solução mais eficaz, quer para aumentar o sentimento de segurança, quer para combater situações de estacionamento abusivo”, afirmou.

Pois, acrescentou, embora a instalação de câmaras de videovigilância tenha permitido identificar alguns suspeitos e aumentado a sensação de segurança em zonas específicas, “não substitui a presença policial regular”.

Francisco Pombas referiu ainda que no sábado a associação organizou um almoço, que juntou cerca de 40 moradores e convidados, tendo também estado presente o presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém.

O objetivo do encontro, relatou, foi fazer chegar à União de Freguesias e, por seu intermédio, à Câmara Municipal, um conjunto de problemas e propostas que a associação “tem vindo a apresentar há mais de uma década”.

Entre os temas abordados estiveram a segurança, a mobilidade e o estacionamento, a degradação do edificado e do espaço público, bem como questões relacionadas com a higiene urbana, disse.

A degradação de alguns imóveis no centro histórico, como o Teatro Rosa Damasceno, foi igualmente falada, com os moradores a pedir esclarecimentos sobre projetos e prazos de reabilitação.

No encontro, a associação voltou a defender propostas como a criação de estacionamento exclusivo para residentes na Praça Visconde Serra do Pilar, o alargamento do estacionamento reservado aos moradores aos fins de semana e a redução ou isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para habitação no centro histórico, como forma de incentivar a fixação de população.

Francisco Pombas destacou ainda à Lusa o compromisso assumido pelo presidente da União de Freguesias de criar uma equipa multidisciplinar dedicada a pequenas reparações no espaço público, considerando tratar-se “do resultado mais visível” do encontro.

Reconhecendo as limitações de competências da junta, o dirigente associativo salientou que é “essencial” que as preocupações dos moradores sejam transmitidas ao executivo municipal, já que muitas soluções dependem da Câmara e de uma maior articulação com a PSP de Santarém.

“A pressão para que estas matérias cheguem ao executivo é fundamental, porque sem respostas estruturais não será possível garantir melhores condições de vida e valorizar o centro histórico”, defendeu.

Entretanto, no dia 23 de abril a Câmara Municipal de Santarém irá apresentar no Salão Imobiliário de Lisboa o programa “Centro Vivo”, um plano de investimento para o centro histórico.

Posteriormente, a associação pretende reunir-se novamente com o presidente do município, para debater o projeto e apresentar as suas prioridades.

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