A associação cívica Mais Santarém entregou hoje aos eleitos do executivo municipal um documento com 12 propostas para a reabilitação do Campo Emílio Infante da Câmara, resultantes de um processo de debate que envolveu 30 personalidades do concelho.

Armando Rosa, presidente da direcção da Associação Mais Santarém – Intervenção Cívica, afirmou esperar que as propostas hoje entregues aos eleitos do PSD, que detêm a maioria na Câmara Municipal de Santarém, e do PS, na oposição, “sejam atendidas” e concretizadas no presente mandato autárquico, sob pena de serem mais uma oportunidade perdida para aquele espaço do planalto da cidade.

Da discussão iniciada a 10 de Março último e a que se seguiram duas reuniões de trabalho, a primeira com “personalidades interessadas no futuro de Santarém” e a segunda com técnicos relacionados com arquitetura e urbanismo, resultaram 12 propostas, a primeira das quais aponta para a elaboração de um plano estratégico para o espaço, a interligar num plano mais vasto para a cidade.

O espaço, ainda conhecido como Campo da Feira (por ter sido aí que se realizou a Feira do Ribatejo e a Feira Nacional da Agricultura até à mudança, na década de 1990, para o Centro Nacional de Exposições) e ocupado actualmente por alguns dos edifícios que restam desse período, como a Casa do Campino, e estacionamento, deve ter “mais espaço verde de utilização multifuncional”, servindo todos os níveis etários, defendem os promotores da iniciativa.

A proposta admite a existência de alguma construção, de pouca densidade, sugerindo equipamentos públicos “vitais para o concelho”, como uma sala de espectáculos para 400/500 espectadores, o arquivo e a biblioteca municipal, e a manutenção da Casa do Campino e da Monumental Celestino Graça.

Intitulado “Campo Emílio Infante da Câmara, que futuro?”, o documento apela à suspensão imediata do início da requalificação da avenida Afonso Henriques, fronteira ao espaço, pedindo que a intervenção nesta via seja incluída no plano funcional que resultar do plano estratégico preconizado.

Por outro lado, apela ao debate com os feirantes do mercado quinzenal que decorre aos segundos e quartos domingos naquele espaço para a sua deslocalização, a prazo, para outro local da cidade.

Sobre o campo de futebol Chã das Padeiras, defende a sua manutenção como espaço desportivo, “mas sem ser um condicionante ao programa funcional”.

O documento propõe a constituição de um Conselho Consultivo para acompanhamento de todo o processo de transformação do espaço, a ser constituído por associações, profissionais e cidadãos interessados em dar o seu contributo, “para que a cidadania continue dentro do processo e para que não se perca o esforço já despendido”.

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