O Município de Azambuja lançou, no ano letivo 2022/2023, nos três Agrupamentos de Escolas do Concelho, um programa criativo e lúdico de educação socioemocional, denominado “Projeto Ginja”.

No contexto da pandemia, agravaram-se diversas problemáticas em crianças e jovens, nomeadamente, a dificuldade de gestão das emoções, identificada pelos Agrupamentos de Escolas. A Câmara Municipal de Azambuja, empenhada na promoção da saúde de todos os seus munícipes, tomou várias medidas que colmatassem as necessidades destas crianças e jovens, entre elas a implementação do “Projeto Ginja”.

O programa foi dirigido a crianças dos 3 aos 12 anos de idade, prioritariamente em turmas do pré-escolar e dos 1º e 2º anos de escolaridade, sinalizadas pelas respetivas direções dos agrupamentos. Neste ano letivo 2022/2023, foram realizadas 18 sessões, no total, com recurso a um conjunto de vídeos, canções, diversos materiais e actividades. Na sequência do balanço positivo deste ano lectivo, o Município de Azambuja vai dar continuidade ao projecto e pretende, ainda, alargá-lo às Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como, abranger mais turmas e outras faixas etárias. 

O projecto foi alvo de apreciação e validação por parte da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que destacaram a importância da aprendizagem socioemocional, em particular, durante a primeira infância. A evidência científica sublinha que é na primeira infância que a aprendizagem socioemocional produz maior impacto a longo prazo já que é este o período em que as crianças desenvolvem um conjunto de competências cruciais para o seu desenvolvimento, nomeadamente, aprendendo a traduzir estados emocionais em linguagem, a reconhecer e a rotular tais estados em si próprias e nos outros, a discriminar emoções diferentes e a utilizar essa informação para compreenderem os seus comportamentos e guiar ações e pensamentos.

A implementação deste projecto reflete ainda, a importância da promoção das competências socioemocionais na construção de cidadãos autónomos, conscientes, mais resilientes, dotados de responsabilidade cívica e empatia, competências estas indispensáveis no bem-estar psicológico e consequente saúde mental.

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