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A Nobre Alimentação rejeitou hoje ter contratado trabalhadores para substituir os que se encontravam em greve na segunda-feira, sublinhando que realiza, frequentemente, reuniões com os sindicatos para discutir as necessidades dos colaboradores.

“A Nobre assegura o cumprimento de todas as obrigações, legalidades e direitos dos trabalhadores durante a paralisação, não tendo sido realizadas quaisquer contratações durante este período”, garantiu hoje a Nobre, em resposta à Lusa.

Na segunda-feira, a greve dos trabalhadores da Nobre teve mais de 90% de adesão, segundo o sindicato dos trabalhadores da alimentação, que assegurou que a paralisação marcada para setembro se mantém, face à ausência de respostas por parte da empresa.

O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas e Tabaco (SINTAB) adiantou ainda que teve que reportar à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que a Nobre Alimentação contratou, na passada sexta-feira, trabalhadores para substituir os que estiveram em greve.

Na nota enviada à Lusa, a empresa vincou que realiza, frequentemente, reuniões com os sindicatos para discutir “as necessidades dos colaboradores e da empresa, de forma positiva e transparente”.

Estes trabalhadores exigem o aumento dos salários, a diferenciação por categorias profissionais, 25 dias de férias, 35 horas de trabalho semanal, direito ao dia de aniversário e diuturnidades.

Na última greve, realizada em 28 de abril, os trabalhadores aprovaram uma moção dando à empresa um prazo de 30 dias para terem uma resposta às suas reivindicações, declarando-se, já então, determinados a “voltar à luta”, caso não fossem iniciadas negociações.

Diogo Lopes, do SINTAB, referiu, no dia da greve, que a empresa respondeu na quinta-feira, notando que não vai fazer aumentos salariais, uma vez que tal já aconteceu em janeiro.

Contudo, o SINTAB contesta este argumento, explicando que em janeiro verificou-se a atualização do salário mínimo nacional.

Perante este cenário, os trabalhadores mantém agendada uma nova greve para 11 de setembro, data em que vão também discutir novas formas de luta.

Os trabalhadores já tinham paralisado em 08 de março de 2017 e, este ano, em 09 de fevereiro e 28 de abril pelos mesmos motivos.

No final de maio, os trabalhadores europeus do grupo mexicano Sigma, que detém a Nobre Alimentação, em Portugal, manifestaram “repúdio e indignação” pela postura da administração da empresa instalada em Rio Maior (Santarém), declarando-se solidários com as reivindicações dos trabalhadores portugueses.

A greve também tem o apoio do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar.

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