epa06065949 Military personnel close a gate at the Tancos Military Base, in Tancos, central Portugal, 04 July 2017. On 29 June 2017 the thieves stole anti-tank grenades, plastic explosives and more than 1,400 rounds of ammunition from the Tancos military complex. EPA/PAULO NOVAIS

O novo acórdão do caso de Tancos deveria ser conhecido no dia 04 de outubro, mas o Tribunal de Santarém adiou a decisão para a realização de alegações das defesas, confirmou hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, o tribunal vai ainda ouvir alegações das defesas por causa da proibição de prova com recurso a metadados, que tinha estado na origem da anulação do anterior acórdão, que tinha condenado 11 dos 23 arguidos. Só após a realização das alegações é que deverá ser marcada nova data para divulgar a decisão deste processo.

A informação de alteração da data foi avançada inicialmente pela SIC Notícias e surge num dia em que se assinalam cinco anos da acusação do Ministério Público (MP).

O Tribunal da Relação de Évora (TRE) anulou em fevereiro de 2023 a decisão de primeira instância, declarando o acórdão nulo por omissão de pronúncia, bem como a nulidade da utilização de prova obtida através de metadados, considerando que os factos dados como provados em muitos pontos do processo se encontravam irremediavelmente afetados e deviam ser reequacionados.

Sobre a utilização de prova obtida através de metadados, o TRE recordou o acórdão proferido pelo Tribunal Constitucional, em abril de 2022, que declarou a inconstitucionalidade do acesso a dados para investigação criminal.

A decisão do TRE resultou dos recursos apresentados por 20 dos 23 arguidos após o acórdão do Tribunal de Santarém sobre o caso do furto de armas dos paióis de Tancos.

O processo do furto e recuperação de material militar dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT) tinha terminado com os autores materiais a receberem prisão efetiva.

Foram condenados a penas de prisão efetiva o autor confesso do furto, João Paulino, com a pena mais grave, e os dois homens que o ajudaram a retirar o material militar dos PNT na noite de 28 de junho de 2017, João Pais e Hugo Santos.

Os três foram condenados pelo crime de terrorismo, praticado em coautoria material, e João Paulino e Hugo Santos também por tráfico e outras atividades ilícitas, tendo o cúmulo jurídico resultado numa pena de prisão efetiva de oito anos para João Paulino, de cinco anos para João Pais e de sete anos e seis meses para Hugo Santos.

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, um dos 23 acusados no processo, foi absolvido dos crimes de denegação de justiça, prevaricação, favorecimento pessoal praticado por funcionário e abuso de poder.

O furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a recuperação de algum material sido feita na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a Polícia Judiciária Militar (PJM) em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Leia também...

UTIS assinala início do ano letivo

A Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS) assinalou o início do ano letivo 2025-2026, com uma cerimónia no Auditório da Escola Superior de…

Secretária de Estado homologou Protocolo de Colaboração para a Nova Esquadra da PSP do Entroncamento

O Protocolo de Colaboração, entre o Município do Entroncamento, a Secretaria Geral da Administração Interna (SGAI) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), foi…

Governo reforça medidas restritivas do confinamento geral

O Governo decidiu ontem, 18 de Janeiro, reforçar algumas medidas adoptadas no período de confinamento geral devido ao contexto pandémico, quatro dias após terem…

Correio Centenário: Rugby Clube de Santarém ressurge na cidade

No próximo dia 24 do corrente pelas 14h30 irá realizar-se no campo de Rugby da Esc. Sup. Agrária de Santarém, o Ultimo Jogo de…