O escritor tomarense Nuno Garcia Lopes recebeu ontem, dia 2 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Campo Maior, o Prémio Literário Hugo Santos, numa cerimónia que serviu também para o lançamento da obra vencedora “Uma casa de papel onde morar”, editada pela Filigrana Editora.

É o oitavo livro de poesia do autor, metade dos quais (os mais recentes) foram premiados. Numa edição de grande qualidade gráfica, o poeta questiona, logo a partir da epígrafe de Ruy Belo, “o problema da habitação”, seja ela os “casinhotos onde os pássaros se abrigam”, ou o lugar onde nos escondemos “do olhar de deus que impassível te trespassa” ou as casas que “movem-se serenas pelos pés dos moradores”.

Perante uma casa cheia, a obra foi apresentada por Rui Cardoso Martins, escritor e guionista, na qualidade de presidente do júri, que contou também com Amelia Vadillo e Paulo Costa.

A cerimónia serviu igualmente para homenagear o patrono do prémio, Hugo Santos, natural de Campo Maior, mas que viveu grande parte da sua vida em Torres Novas, onde foi professor, pelo que a vereadora torrejana Elvira Sequeira também esteve presente. Perante vários familiares do escritor, entre os quais a filha, Ana Tavares Rodrigues, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, enalteceu também a figura desse nome relevante da cultura campomaiorense.

José Camoesas e Leonor Alegria leram poemas dos dois autores, cujos percursos se cruzaram várias vezes por causa dos livros, razão para Nuno Garcia Lopes ter afirmado que “este prémio é especial pelas ligações afectivas que teve desde o início e que se foram ampliando à medida que o processo de publicação se foi desenvolvendo”.

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