“O fado é cantar o que sentimos”

Beatriz Felizardo é uma fadista de Coruche que começou a dar os primeiros passos no mundo da música aos oito anos. Este ano, cantou pela primeira vez no palco das Festas de Nossa Senhora do Castelo. Com apenas 21 anos diz ser uma rapariga que gosta de viver, de desafios e que nunca baixa os braços. Os seu amores na vida são, naturalmente, o Fado mas também o Serviço Social.

Como aparece a música na sua vida?
Acho que a música esteve sempre presente na minha vida. Lembro-me quando andava na escola primária andava sempre a cantar as músicas dos ‘Morangos com Açúcar’. Queria sempre estar por dentro de tudo o que tinha a música como tema.

Quando é que decidiu ser fadista?
Foi com oito anos que o Fado entrou mesmo na minha vida. Passava o tempo a ouvir Ana Moura. O primeiro que aprendi foi o “Fado da procura”. Depois fui a uma noite de fados e pedi para cantar, nessa mesma noite, uma senhora veio ter comigo para que entrasse na escola de fado Alverquense. Foi nessa escola que tudo começou. A partir daí o Fado nunca mais saiu da minha vida.

O que é o Fado afinal?
O fado é uma das minhas grandes paixões. É poder cantar aquilo que sentimos, é ter uma alma maior.

Em que é que se inspira nas suas músicas?
Principalmente inspiro-me naquilo que sinto no momento.

Quais são as suas referências musicais?
Tenho várias referências musicais, tais como: Ana Moura, Amália Rodrigues, Carminho, Raquel Tavares, Maria José da Guia, Cidália Moreira, entre outros.

Já participou no ‘The Voice Portugal’. O que achou dessa experiência?
Foi uma grande experiência. Já tinha participado em diversos programas na televisão que me abriram bastantes portas. Mas esse também abriu, visto que já era mais velha quando participei.

Já alguma vez sonhou poder chegar ao patamar de Amália ou Mariza?
Sim, esse é um objectivo bastante presente na minha vida, mas tenho consciência que é preciso trabalhar muito para isso. Eu estou disposta a isso.

Que são os seus objectivos para o futuro no mundo da música?
Tenho vários objectivos. Um deles é conseguir fazer uma grande carreira no fado, poder ter muitos mais fados meus e que as pessoas valorizem bastante o meu trabalho. É para isso que luto todos os dias.

Onde é que podemos assistir a um espectáculo seu nos próximos tempos?
Neste momento vou estar a fazer a divulgação do meu trabalho em varias rádios, como por exemplo: Rádio Amália, Rádio Marinhais, Rádio Sorraia, RCA, entre outras. Nas próximas noites de fado irei estar em Tomar, no Carregado, Ventosa, Cadaval, Lisboa, Aveiro e Fátima, estando a agendar os próximos espectáculos já para o início do ano.

Qual é a vertente da música que mais gosta? E a que mais detesta?
Adoro todo o tipo de música mesmo. Claro que há sempre aquele tipo de música que ouvimos mais do que outras, mas na realidade gosto de todas.

Quais são os seus hobbies favoritos?
Adoro passar o meu tempo livre junto dos que mais amo. Esse é o meu hobbie preferido.

Qual é para si uma viagem de sonho?
A minha viagem de sonho é aos países africanos, fazendo voluntariado.

Se pudesse alterar um facto na história, qual seria?
Não se pode alterar a história. História é passado e é no futuro que temos de pensar.

Se pudesse participar num filme, qual escolhia?
Seria um filme português, porque é nosso. E o que é nosso, é bom.

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