O Município de Ourém vai gastar cerca de um milhão de euros na reparação de escolas e diversos arruamentos danificados devido à depressão Kristin, que em janeiro afetou gravemente o concelho.

Numa nota de imprensa, a autarquia presidida por Luís Albuquerque anunciou que aprovou, no dia 6 de julho, em reunião do executivo municipal, “três procedimentos destinados à reparação de estabelecimentos escolares afetados pela tempestade Kristin, num investimento global próximo dos 500 mil euros”.

O objetivo é “reforçar as condições de segurança para alunos, docentes e restante comunidade educativa”, sendo as intervenções na escola básica de Caxarias e na escola do 2.º e 3.º ciclos da Freixianda, além de um conjunto de outros 21 estabelecimentos escolares.

Os trabalhos contemplam vedações, campo de jogos, coberturas e pavimentos, entre outros.

Na mesma reunião, a autarquia deliberou avançar para a reparação de quatro ruas distribuídas pelas freguesias da Gondemaria, Olival e Alburitel, no valor de quase 487 mil euros.

“Os trabalhos destinam-se a repor as condições de circulação e segurança nas vias afetadas, contemplando, consoante as necessidades de cada local, o saneamento de áreas degradadas, reconstrução de taludes, execução de estruturas de suporte, trabalhos de drenagem, remoção de pavimentos danificados e aplicação de novas camadas de pavimentação betuminosa”, referiu noutra nota de imprensa.

À agência Lusa, o presidente da Câmara salientou hoje o “enorme esforço” que a autarquia “está a fazer para recuperar o património destruído pelo mau tempo”, cujo valor “já ultrapassa a verba recebida de adiantamento do Governo”.

Em março, Luís Albuquerque, disse que seriam necessários 42 milhões de euros (ME) para reabilitar o património público danificado pelo mau tempo.

“Estamos a falar de prejuízos públicos em estradas, taludes, ribeiras, edifícios públicos, equipamentos desportivos, culturais de cerca de 34 ME que, segundo os nossos cálculos, para reabilitar, serão necessários cerca de 42 milhões de euros”, declarou então Luís Albuquerque.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

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