O primeiro-ministro, António Costa, durante a conferência de imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda, Lisboa, 30 de abril de 2020. JOÃO RELVAS/POOL/LUSA

O primeiro-ministro considerou hoje que, “no limite”, o estado de emergência poderá prolongar-se até ao final da pandemia de covid-19 em Portugal, mas frisou que isso não significa que todas as medidas restritivas permaneçam em vigor.

Esta posição foi transmitida por António Costa em entrevista à Antena 1, depois de interrogado sobre até quando o estado de emergência para o combate à covid-19 deverá vigorar em Portugal.

“No limite [o estado de emergência] poderá ir até ao fim da pandemia, mas isso não quer dizer que as medidas, em concreto, durem permanentemente. Podemos ter medidas que durem um fim de semana, como aconteceu na semana passada, e a seguir desaparecem”, apontou a título de exemplo.

Questionado sobre a existência de um consenso político cada vez menor em relação à vigência do estado de emergência, o primeiro-ministro observou que em Março passado, erradamente, “muitas pessoas tinham a ideia optimista de que se todos ficassem 15 dias fechados em casa a pandemia passava”.

“Mas eu sempre tive a noção muito clara de que até haver vacina e um tratamento eficaz teríamos sempre a ameaça e que seria algo para muitos meses. E é evidente que o consenso se vai diluindo porque o tempo desgasta e os efeitos da crise tornam-se mais evidentes”, respondeu.

Neste ponto, António Costa deixou um apelo: “Não vale a pena vacilarmos, e até haver a vacina temos de trabalhar para conter a pandemia, ao mesmo tempo que temos de apoiar as empresas e as famílias”.

Interrogado se os portugueses vão continuar a estar limitados em termos de circulação no período de Natal, António Costa defendeu que, até lá, se devem criar as condições de segurança sanitária para que esse período seja “vivido com a maior normalidade possível”.

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