O parlamento aprovou esta quinta-feira, 2 de Abril, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República pela morte em 16 de Março de Pedro Barroso, que recorda como “um dos nomes mais importantes da música popular portuguesa”.

“No momento do seu desaparecimento, a Assembleia da República presta homenagem ao autor, músico e intérprete, que foi também, pela canção e pela palavra, um combatente antifascista”, refere o texto de Ferro Rodrigues, que endereça à família e amigos “as mais sinceras condolências”.

O músico nasceu em Lisboa, em 28 de Novembro de 1950, numa família de Riachos, Torres Novas, cidade onde viveu desde a infância e que sempre considerou a sua terra natal.

Com percurso iniciado nos anos 1960, Pedro Barroso revelou-se como músico e cantor, ao grande público, no programa Zip-Zip, da RTP, em 1969, tendo nas décadas seguintes dado centenas de concertos, em Portugal e no estrangeiro, e publicado mais de 30 discos, entre álbuns e ‘singles’.

Intérprete de êxitos como “Menina dos Olhos D’Àgua”, celebrou, em Dezembro passado, 50 anos de carreira, com um concerto na localidade.

No passado dia 20 de Dezembro, na véspera desse derradeiro concerto, escreveu na sua página oficial, na rede social Facebook: “Sim. Corto a ‘jaqueta de forcado’ amanhã [dia 21], no velho Teatro Virgínia, pelas 21:30 – com testemunho de 600 cúmplices [espectadores]; e quero dizer com isto, que cesso actividade como músico, não me retirando obviamente, nem como homem das ideias, nem das artes, nem das palavras. E da diferença. Não abandono a intervenção crítica, nem a cidadania, pelo menos enquanto o último neurónio mo permitir”.

Pedro Barroso deixou um álbum gravado, “Novembro”, a editar em Abril, segundo a discográfica Ovação.

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