A Comissão Concelhia da Chamusca do PCP criticou o anúncio de um novo estudo para a conclusão do IC3, defendendo que a falta de avanço das obras resulta de “ausência de vontade política”.

Em comunicado enviado à Lusa, o partido afirma que o novo procedimento “acrescenta-se a anos de estudos que não foram traduzidos em execução”, sustentando que as populações “conhecem bem as promessas não cumpridas e o acumular de intenções” relativamente à infraestrutura.

A reação surge após a Infraestruturas de Portugal (IP) ter anunciado que está a elaborar o estudo para a construção de um novo lanço da A13/IC3, com cerca de 45 quilómetros, entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim.

Segundo uma nota divulgada no site oficial, o trabalho visa assegurar a continuidade da ligação da autoestrada entre Coimbra (Ceira) e Almeirim, incluindo a duplicação do troço entre a A23 e Vila Nova da Barquinha e a construção de um novo atravessamento do Tejo entre a Golegã e a Chamusca, no distrito de Santarém.

A IP acrescenta que o investimento permitirá “reduzir assimetrias regionais”, melhorar o “acesso a serviços essenciais” e aumentar “a segurança e rapidez nas deslocações”.

Na nota enviada à Lusa, o PCP argumenta que há forças políticas que procuram agora “assumir vitórias” com a aprovação do novo estudo, apesar de, “no passado, terem contribuído” para a falta de avanços.

O partido critica ainda responsáveis que, “a partir de cima”, tentam “transformar estudos em obra feita”, apropriando‑se de “anos de reivindicação das populações”.

O PCP sublinha que tem sido “de forma consistente” a força que levou o tema à Assembleia da República, com iniciativas e questionamentos ao Governo e com propostas integradas em Orçamentos do Estado.

Contudo, frisa, essas decisões “não tiveram concretização”, não por razões técnicas, mas por “falta de vontade política”.

O partido recorda que foi recentemente aprovada na Assembleia Municipal da Chamusca uma moção apresentada pela CDU (coligação PCP/PEV) que apela à Câmara Municipal para que intervenha junto do Governo e mobilize as populações para exigir o avanço da obra.

O PCP considera igualmente que “décadas de políticas de direita”, atribuídas a PSD e PS, com o apoio de IL e Chega, resultaram em “desinvestimento público” e no “abandono de infraestruturas essenciais ao desenvolvimento do interior”, ao mesmo tempo que foram adotadas medidas como a redução do IRC para grandes grupos económicos.

O comunicado recorda ainda que o primeiro-ministro afirmou, junto à ponte da Chamusca, que o problema seria resolvido, considerando que, passado esse tempo, “o que existe é mais um estudo e nenhuma obra”.

Segundo a IP, o estudo agora em curso tem por base trabalhos anteriormente aprovados ao nível ambiental, incluindo projetos relativos aos troços Atalaia–Vila Nova da Barquinha, Vila Nova da Barquinha–Chamusca e Chamusca–Almeirim.

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