Foto de arquivo
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A IX edição do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo/III Cruzeiro Ibérico vai unir as populações ribeirinhas de Portugal e Espanha numa peregrinação fluvial que vai percorrer o rio Tejo a partir de sábado, durante um mês, anunciou a organização.

“A nona edição desta manifestação cultural e religiosa é a mais longa de todas, com 16 etapas e paragem em 60 localidades ribeirinhas, num total de cerca de 300 quilómetros. Vamos começar a descer o rio no sábado, 18 de maio, às 09:00, unindo as populações de Rosmaninhal [Portugal] e Alcântara, Santiago de Alcântara, Herrera de Alcântara e Cedlilho [todas em Espanha], seguindo dali para Montalvão e fazendo o resto do percurso em troço nacional, até ao estuário do rio, em Oeiras”, disse hoje à agência Lusa Rui Rodrigues, da Confraria Ibérica do Tejo.

Segundo o responsável, esta é a mais longa das peregrinações até agora realizadas, com mais paragens e etapas, nomeadamente Alcântara, em Espanha, e Barreiro e Seixal, em Portugal, cumprindo a ambição da Comissão Organizadora de levar o cruzeiro para lá da fronteira, “dando força à identidade ribeirinha”, quer de portugueses, quer de espanhóis “que vivem nas margens e na bacia hidrográfica do Tejo”.

Assim, a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo vai descer todo o rio, num percurso de cerca de 300 quilómetros durante um mês, a partir de sábado e até 18 de junho, sempre ao fim de semana, transportada por uma embarcação tradicional (bateira) e acompanhada por embarcações dos fuzileiros e dos bombeiros, para garantir a segurança dos participantes.

A iniciativa é da Confraria Ibérica do Tejo, que pretende “projetar os saberes, as tradições e as diferentes culturas e modos de viver o Tejo”, disse Rui Rodrigues.

A chegada dos barcos tradicionais, nomeadamente uma antiga bateira, às comunidades ribeirinhas e aldeias avieiras, será assinalada por bandas filarmónicas, com piqueniques, celebrações religiosas e outras manifestações desportivas e culturais, envolvendo as populações.

Os baixos caudais do Tejo, que se tornam mais evidentes em alguns troços, obrigaram este ano a antecipar em algumas semanas a realização do cruzeiro, prevendo a organização que, à semelhança do ano passado, em alguns locais a deslocação da imagem peregrina seja feita por via terrestre.

A peregrinação fluvial de caráter religioso, em nome da Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, conta este ano com o apoio municípios, juntas de freguesia e associações, num total de cerca de 160 entidades.

Segundo Rui Rodrigues, também dirigente da ENVOLVE – Associação para o Desenvolvimento Local, de Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, durante as 16 etapas haverá “diversas paragens e pernoitas dos peregrinos em comunidades ribeirinhas ao longo do Tejo, com cerimónias religiosas e eventos culturais”, organizados pelas associações locais em parceria com as autarquias, agrupamentos de escolas, escuteiros e entidades privadas.

A primeira etapa, no sábado, vai ligar Rosmaninhal e Alcântara, localidades fronteiriças, a Vila Velha de Ródão. No domingo, o cruzeiro continuará a descer o Tejo, ligando as localidades de Vila Velha de Ródão a Belver (Gavião) e Ortiga, no concelho de Mação.

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