Na temporada em que comemora o 50.º aniversário do seu debute e da primeira saída em ombros pela Porta Grande da Monumental de “Las Ventas”, em Madrid, o ano em que também se assinala a inovação do paradigma do toureio equestre, aperfeiçoando-lhe a dimensão nuncista e acrescentando-lhe o encurtamento das distâncias e o temple, João Moura estabeleceu um acordo de apoderamento com um amigo de velha data e de tantas jornadas de glória da corrida à portuguesa, Paulo Pessoa de Carvalho, antigo e prestigiado membro dos Grupos de Forcados Amadores das Caldas da Rainha e de Montemor, e antigo apoderado de vários toureiros, ocupando actualmente o cargo de presidente da APET – Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos.
A 27 de Maio de 1976 João Moura, então ainda com dezasseis anos, fez a sua apresentação em “Las Ventas”, Madrid, montando o célebre Ferrolho, e conquistou o prémio António Cañero, destinado ao cavaleiro triunfador da Feria de San Isidro, enfrentando toiros da ganadaria João Branco Núncio, Herdeiros. Seria a primeira e única vez que o prémio desta tão importante feira taurina distinguiria um cavaleiro tão jovem.
O acordo de apoderamento agora celebrado, valerá por tempo indefinido e foi selado à moda antiga, durante um almoço em Monforte, com o tradicional aperto de mãos. Recordamos que João Moura foi apoderado nas últimas temporadas pela empresária Margarida Cardoso, sócia da empresa “Toiros & Tauromaquia, Lda.”, de quem se separou no final da última temporada e que, entretanto, passou a apoderar o cavaleiro Francisco Palha.
Paulo Pessoa de Carvalho e João Moura divulgarão em breve as linhas orientadoras desta temporada de comemoração dos cinquenta anos da estreia do “Niño Prodígio” em Madrid.
