Um grupo de cidadãos do concelho de Almeirim lançou uma petição online a exigir a suspensão imediata do depósito de resíduos no aterro sanitário da freguesia da Raposa, junto à Estrada Nacional 114, gerido pela empresa intermunicipal Ecolezíria. A petição, que já recolheu 267 assinaturas esta terça-feira, 29 de Abril, data de fecho desta edição, apela a medidas urgentes e concretas por parte das entidades responsáveis.

O documento recorda o mais recente incêndio ocorrido no interior do aterro, no dia 23 de Abril, um episódio que, segundo os autores da iniciativa, “se soma a anos de maus cheiros intensos, promessas não cumpridas e sucessivos adiamentos do encerramento do espaço”.

Os subscritores exigem que o funcionamento do aterro seja suspenso “até ser realizada uma inspecção de segurança e ambiental independente”, conduzida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Ministério do Ambiente e Acção Climática e Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

A petição solicita ainda a definição de um prazo público, com data concreta, para o encerramento definitivo do aterro, acompanhado por um plano de transição claro, a ser comunicado à população, especialmente à freguesia da Raposa. Entre as exigências, os signatários pedem “transparência total” da parte da Câmara Municipal de Almeirim e da própria Ecolezíria, nomeadamente quanto ao funcionamento actual da infra-estrutura, resultados de inspecções já realizadas, responsabilidades relativas ao último incêndio e medidas de prevenção de futuros incidentes.

O texto fundamenta-se no Decreto-Lei n.º 102-D/2020, de 10 de Dezembro, que estabelece o regime geral da gestão de resíduos, invocando o artigo 29.º, que permite o encerramento e reabilitação de instalações que representem risco para a saúde humana ou para o ambiente. Os subscritores apontam ainda a violação de princípios como os da precaução, prevenção e do poluidor-pagador.

Segundo os peticionários, os impactos acumulados da actividade do aterro têm provocado uma acentuada degradação da qualidade de vida, sobretudo nos meses de Verão, com “odores insuportáveis”, risco acrescido para pessoas com doenças respiratórias, crianças e idosos, além da preocupação ambiental com a gestão dos resíduos ali depositados.

“Exigimos respeito, medidas concretas e uma resposta pública urgente”, concluem os autores da iniciativa, que apelam à divulgação e subscrição da petição, dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Assembleia Municipal, Ecolezíria, APA, Ministério do Ambiente e ANEPC.

Leia também...

Ministra do Ambiente e Energia e Ministro da Agricultura inauguram FNA 26

A  Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, inauguram amanhã, pelas 11.00…

Corrida da Família em Azambuja com mais de 200 participantes

Um total de 26 equipas e mais de duzentos participantes foi o balanço da Corrida da Família realizada em Azambuja, no passado dia 20…

Casa do Povo de Muge promove Workshop de Coaching Feminino

A Casa do Povo de Muge promove no próximo dia 12 de Maio, um Workshop de Coaching Feminino, na sede da associação. A formação…

Dicas para tornar a sua experiência de casino online mais segura e divertida

Os jogos de casino online tornaram-se uma grande indústria nos últimos anos. Porém, como a indústria é grande, sempre existem sítios web arriscados e…