“Aves de Rio Maior” é a exposição de fotografia de natureza, da autoria do fotógrafo Carlos Plácido, patente na Biblioteca Municipal de Rio Maior e que pode ser vista até dia 17. Profissional da RTP durante mais de três décadas, nesta mostra o autor dá a conhecer 59 diferentes espécies de aves “que cruzam os nossos caminhos através das árvores e jardins”.

“Para mim é singular dar alegria a alguém que, não tendo visitado o lugar que fotografei, se sente feliz com a beleza que mostro”, diz nesta entrevista ao Correio do Ribatejo cuja paixão pela fotografia ‘nasceu’ com a necessidade de guardar a evolução da sua filha num negativo.

Como é que começou o seu percurso como fotógrafo?

O meu percurso enquanto fotografo nasceu no dia em que como Pai, tive necessidade de guardar a evolução de minha filha num negativo.

E, em particular, a fotografia de natureza?

A evolução dá-se e a partida para a fotografia de paisagem aconteceu a partir do momento em que pouco depois da filha nascer, fui contratado pela RTP onde durante 33 anos trabalhei em imagem, tendo sido também formador na mesma área.

Onde vai buscar a inspiração para o seu trabalho?

A inspiração para cada trabalho, acontece no querer mostrar ao mundo, a forma como eu próprio o vejo, por isso eu escrevo, que pinto o que observo com a luz que vejo.

Rio Maior está a acolher uma exposição da sua autoria. É gratificante dar a conhecer o seu trabalho?

Deu-se em mim a evolução para fotografia de aves… sim, é gratificante para mim mostrar o meu trabalho, agora mais que nunca, na medida em que pretendo mais do que mostrar o meu trabalho, mostrar a quem me rodeia que as nossas ruas, o nosso céu, os nossos jardins são também das aves que nos deliciam com seus sons, pretendo mostrar também que as aves merecem e precisam do nosso respeito.

Neste particular, fui extremamente feliz, na medida em que pude mostrar ao mundo de Rio Maior, as 59 diferentes espécies de aves que cruzam os nossos caminhos através das árvores e jardins. Sei que sensibilizei uma quantidade enorme de diferentes pessoas para que, no dia-a-dia, como elas próprias falam, olhem de forma diferente o seu habitat diário.

No que respeita à fotografia de paisagem, para mim é singular, dar alegria a alguém que não tendo visitado o lugar que fotografei, se sente feliz com a beleza que mostro.

Qual a sua opinião acerca da evolução tecnológica que se verifica ao nível da fotografia?

A evolução na fotografia, traz um caminho mais simples para o entendimento da mesma, ao nível das técnicas e suas utilizações. Hoje é bem mais fácil e simples, fotografar em meios diferentes, obtendo resultados com muita qualidade.

Quais são as suas grandes referências ao nível da fotografia?

Sinceramente, a minha grande referência, não é mais do que quem consegue com a sua sensibilidade transmitir o mais perto possível do real, aquilo que vê. As minhas referências ao nível da fotografia passam, de facto, por quem transmite com qualidade o que vê e sente, e observa com honestidade.

Um título para o livro da sua vida?

A minha vida em livro teria como título “…ontem…”

Viagem?

Das viagens que já realizei, as duas que fiz à Islândia foram soberbas, mas a que gostaria de fazer seria ao Kruger National Park na Africa do sul.

Quais os seus hobbies preferidos?

Obviamente o meu grande e eterno “Hobby profissional” foi fazer e ensinar a fazer televisão, mas agora reformado é sem dúvida a fotografia, quer de paisagem, quer de aves.

Se pudesse alterar um facto da história qual escolheria?

Neste momento e pelo que estamos a viver, obviamente que alteraria o momento em que começou a tragédia que se passa hoje na Ucrânia…a destruição quer de um País em termos naturais quer em termos humanos…

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?

Pela vida que tive…pela vida que não tive…pelos caminhos que percorri, pelos caminhos que não percorri…pelo que fiz e não fiz…o filme em que gostaria de entrar, era no “filme da minha vida”.

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