“Caralhotas em Sangue” é um projecto televisivo que nasceu em Almeirim e tem a ante-estreia do 1º episódio marcada já para o próximo dia 18 de Dezembro, no Cine Teatro da cidade, onde a produção promete surpresas. Em entrevista ao Correio do Ribatejo, Diogo Andrade, autor do projecto, revela como foi todo o processo de criação desta novela gravada em Almeirim e produzida por almeirinenses.

Como surgiu o projecto Caralhotas em Sangue?
Surgiu da vontade de realizar um projecto televisivo na dimensão de Almeirim com o de melhor que temos nesta terra. Como estamos a passar momentos cinzentos e estranhos, nada melhor que uma gargalhada e um passatempo criativo!

De que trata esta novela?
Basicamente, é sobre os costumes regionais de Almeirim reflectidos numa família disfuncional, quase insana e muito divertida – numa outra época temporal que será muito interessante em reviver um bocado desse passado, com personagens recriando profissões, costumes e a gíria de Almeirim. Iremos assistir ao dia-a-dia dessa família e das aventuras horripilantes que irão acontecer!

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E o porquê deste título?
Sendo uma novela gravada em Almeirim e por almeirinenses, pensou-se de que maneira se poderia atrair o público de Almeirim e perceber o que esta cidade tinha de característico que poderia servir de elemento cómico e virar símbolo para as pessoas da terra, ou seja, para além da Sopa de Pedra, algo muito conhecido em Almeirim, as Caralhotas. Este nome é bastante engraçado pois certas pessoas não sabem o que são e pensam ser uma asneira.
Como vamos ter público de todas as idades, era importante retractar vários momentos antigos passados em Almeirim, fazendo remeter para recordações dos nossos pais e avós, mas que tivesse também alguma comédia.
Em relação ao sangue “este tinha que aparecer no título, pensei”. Primeiro porque seria útil para despertar curiosidade, ser provocador e atrair a camada mais jovem que devora filmes de mistério, terror e também pela presença de vários assassinatos que vão ocorrer ao longo da telenovela.
Sabia que o título ia preocupar, intrigar e provocar falatório por toda a cidade de Almeirim, e não me enganei. Fui criando a história a partir do título para dar a entender o porquê deste nome… E já vou no 18º Episódio.
Acredito que neste momento reunimos todas as forças para mostrarmos a Almeirim e a Portugal que a união e a cultura portuguesa, neste caso, ribatejana, pode dar que falar a todas as faixas etárias e para isso, é importante que partilhem este projecto.

Quem faz parte do elenco?
Por ordem alfabética: Afonso Cavaco, Afonso Figueiredo, Alina Kuzik, Ana Rita Amaro, Carlota Tomé, Hugo Cerdeira, Inês Marques, Inês Zola, Isabel Maria Gonçalves, Juliana Alves, Liliana Fidalgo, Luís Nunes, Manuel Antunes, Manuel Proença, Martinho Cerdeira, Rogério Rosa, Santiago Façanha Saraiva, Sofia Silva e Verónica Borda D’Água.

Foi fácil convencer os actores a aderirem ao projecto?
Houve um casting para a selecção de actores e figurantes, durante dois dias. Entrevistamos cerca de 50 pessoas ávidas em participar, nem colocaria a expressão “convencer”.

O enredo está focado em algum tipo de público específico, ou é transversal?
A ideologia deste formato é para promover a forma de expressão artística, a integração de jovens e idosos neste projecto. Iremos fazer história e mostrar que podemos marcar a diferença com a diversão, o sentido de humor, talento, tendo um papel activo em termos cultural e até educativo. Pretende-se inspirar muitos jovens e graúdos a juntarem-se a nós e a fazerem deste um projecto, um sucesso que também é deles. Estreitar relações humanas, educar com diversão, aprender e crescer interiormente fazendo parte de algo bonito e maior…como uma família, tal qual como na nossa telenovela “Caralhotas em Sangue”!

Com antestreia marcada para 18 de Dezembro, o que pode adiantar sobre o evento?
No dia 18 de Dezembro será a ante-estreia do primeiro episódio da novela “Caralhotas em Sangue” e haverá surpresas com os actores personificados no desenrolar do espectáculo. Serão duas sessões no próprio dia: 16h00 e 21h00 – com lugares limitados devido à actual situação pandémica. Iremos mostrar igualmente algumas cenas dos próximos episódios para suscitar ainda mais interesse!

Até onde querem levar este projecto?
Pretendemos levar este projecto até à televisão, idealmente, onde chegasse a mais casas portuguesas e quem sabe ao estrangeiro. Até concorremos a um concurso da RTP, chamado RTP Lab em que consiste em apoiar este tipo de projectos criativos para a dimensão televisiva. Infelizmente não fomos seleccionados, mas não desistimos e ainda reunimos mais força para esta ante-estreia!

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