“A Minha Rua” abrange todo o território da União de Freguesias da Cidade de Santarém e permite comunicar situações relacionadas com arruamentos, iluminação pública, limpeza urbana ou espaços verdes.
Os moradores da União de Freguesias da Cidade de Santarém podem comunicar problemas no espaço público e acompanhar o tratamento dado a cada ocorrência através da plataforma digital “A Minha Rua”. Buracos nos arruamentos, falhas na iluminação pública, acumulação de lixo ou anomalias em espaços verdes estão entre as situações que podem ser reportadas, com indicação da localização, descrição do problema e fotografias.
A ferramenta, disponível no sítio electrónico da União de Freguesias, pretende facilitar a ligação entre os cidadãos e os serviços, permitindo que as situações identificadas no dia-a-dia sejam comunicadas de forma mais rápida e organizada.
O presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém, Alfredo Amante, explica que o principal objectivo passa por reforçar a proximidade com a população e criar uma relação mais directa com quem vive no território.
“É essencialmente uma forma de maior aproximação com a própria população. É sentirmos que poderá existir uma colaboração muito mais íntima e uma aproximação em relação às necessidades que se vão vivendo”, afirma.
Segundo o autarca, a plataforma foi pensada para receber participações relacionadas com problemas concretos do quotidiano, como um buraco numa rua, uma situação de falta de limpeza ou outra ocorrência que exija intervenção no espaço público.
“É uma ferramenta para o dia-a-dia, para aquilo que podemos sentir, para aquele buraco que pode existir, para aquela situação mais suja e à qual pretendemos dar uma resposta eficaz”, acrescenta.
Depois de efectuar o registo na plataforma, o utilizador pode localizar a ocorrência no mapa, introduzir os seus dados de contacto, seleccionar a categoria correspondente, descrever a situação e anexar imagens. A participação fica associada ao local exacto através de um sistema de georreferenciação.
Alfredo Amante considera que esta funcionalidade facilita a identificação do problema e permite uma intervenção mais célere por parte dos serviços.
“O processo faz uma georreferenciação, dá-nos logo a localização de onde está a ser feita a comunicação e permite-nos ter um conhecimento imediato do espaço”, explica.
Cidadão acompanha tratamento
Uma das funcionalidades destacadas pela União de Freguesias é a possibilidade de o cidadão acompanhar o tratamento dado à participação. Depois de submetida, a ocorrência é recebida pelos serviços, analisada e encaminhada para a entidade ou equipa responsável pela intervenção.
O presidente da União de Freguesias salienta que quem apresenta uma ocorrência deverá receber informação sobre a evolução do processo e não apenas uma confirmação automática de envio.
“A Junta toma conhecimento imediato e dá conhecimento também a quem fez a informação de que aquilo está em tratamento”, refere.
No final da intervenção, será igualmente enviada uma indicação de que o problema foi resolvido, ficando o cidadão com a possibilidade de confirmar se a situação está efectivamente solucionada ou se permanece alguma anomalia.
“As pessoas têm de perceber e de saber que, a partir dali, há-de haver alguma resolução ou alguma solução para essa situação. No final da resolução, envia-se a informação a dizer que está resolvido e pretendemos ter o retorno das pessoas, para saber se está correcto ou se existe ainda alguma anomalia em que seja necessário intervir”, afirma Alfredo Amante.
A autarquia de freguesia pretende, desta forma, evitar que a plataforma funcione apenas como um espaço de reclamação sem resposta ou consequência prática.
“Não é esse o propósito. O propósito é que todos nós nos sintamos responsáveis pelo nosso espaço, pela nossa cidade e pela nossa vivência”, sublinha o autarca.
Abrange toda a freguesia
Alfredo Amante esclarece que a plataforma não se destina exclusivamente à cidade consolidada ou ao centro histórico de Santarém. A ferramenta abrange toda a área geográfica da União de Freguesias e pode ser utilizada para comunicar problemas em qualquer ponto do território.
“Se isto era para a cidade, para o centro histórico? Não. Isto é para a freguesia toda. Queremos receber informações de toda a nossa área geográfica”, afirma.
O presidente da União de Freguesias enquadra a iniciativa como um instrumento de participação cívica, através do qual os habitantes podem contribuir para a identificação de problemas e para a melhoria dos espaços comuns.
“A freguesia não é de um executivo que lá está. A freguesia é das próprias pessoas e as pessoas também têm de sentir que fazem parte deste propósito”, sustenta.
Além de permitir uma resposta mais estruturada às ocorrências individuais, a informação reunida através da plataforma poderá ajudar a União de Freguesias a perceber quais são as zonas onde se concentram mais problemas e quais os tipos de intervenção mais solicitados.
Alfredo Amante refere que o executivo já tem vindo a desenvolver um levantamento das necessidades existentes no território, mas admite que a plataforma permitirá aprofundar esse trabalho.
“Esta ferramenta irá ajudar-nos a perceber as localizações mais afectadas por determinadas situações e teremos também cuidados acrescidos a esse nível”, afirma.
A análise das participações poderá, assim, contribuir para estabelecer prioridades de intervenção e para identificar problemas recorrentes em arruamentos, espaços verdes, iluminação ou limpeza urbana.
Atendimento presencial mantém-se
Apesar da aposta no canal digital, a União de Freguesias garante que os meios tradicionais de contacto continuam disponíveis, nomeadamente para as pessoas com menores competências digitais ou que não tenham facilidade no acesso à Internet.
Os cidadãos podem continuar a deslocar-se aos serviços e delegações da União de Freguesias para comunicar ocorrências ou solicitar apoio no encaminhamento de uma situação.
“Continuamos a receber nos nossos locais e nas nossas delegações. Se as pessoas se quiserem dirigir até nós para fazerem ocorrências, podem fazê-lo. Isto não inviabiliza o resto”, esclarece Alfredo Amante.
O autarca considera, no entanto, que a utilização da plataforma poderá tornar o trabalho dos serviços mais organizado e eficaz, permitindo concentrar num único sistema as participações, a localização dos problemas e o estado de tratamento de cada processo.
“Aquilo que queremos é que as pessoas se sintam confortáveis, felizes e bem. Queremos trabalhar em conjunto para que todos possamos ter em Santarém um modo de vida com qualidade”, conclui.
