Esta semana o vosso ‘Correio do Ribatejo’ vem bem colorido, por conta das capas de um ano de trabalho desta corajosa equipa, que todas as semanas edita mais um número, a juntar a milhares de outros desde a fundação deste título, ainda no século XIX (1891). É a nossa ‘revista de imprensa’ que percorre os factos que foram notícia durante os últimos 12 meses.

Na presente edição, imprimimos as 52 primeiras páginas de outros tantos Jornais entre Janeiro e Dezembro, em jeito de balanço do que foi 2020 para a região. Um ano marcado por uma Pandemia que não deu tréguas e deixou marcas, algumas delas difíceis de apagar, outras irreparáveis mesmo.
Vivemos um tempo que nunca tinhamos experienciado antes, castrador das nossas mais profundas liberdades enquanto seres sociáveis que somos, inibidos de abraçar, beijar, confraternizar, enterrar os nossos mortos com a dignidade e homenagem merecidas…

Ninguém estava preparado para um 2020 tão demolidor que deitou por terra os nossos sonhos. A economia sufoca. O pequeno comércio sobrevive a custo. Muitos deles deixaram na montra um eterno ‘volto já!’. O turismo foi arrastado para uma crise sem precedentes. As salas de aula mudaram-se para um ecrã de televisão nas nossas casas. O desporto parou adiando vitórias, conquistas, a formação dos jovens. Quem vive da Cultura sufoca no palco do drama. Entes queridos perdem a vida num ápice e não há lugar a despedidas…

O pior de tudo é que se pressente que os primeiros meses de 2021 não irão ser diferentes. A esperança de uma vacina é agora uma realidade mas não é a cura. A recuperação, a ser possível em 2021, será lenta e muitos irão ainda ficar pelo caminho.

Mas não podemos dizer que tudo foi negativo em 2020. No ‘Correio do Ribatejo’ tentámos cumprir com a nossa missão de informar, com uma agenda própria, sem nos sentirmos condicionados por qualquer tema, ou a reboque de quem quer que seja.

Na verdade, o nosso Jornal afirma-se pela divisa que Virgílio Arruda deixou bem clara: ser o ‘Jornal de Todos e Para Todos os Ribatejanos’, caminho que gostosamente ainda trilhamos, e que ostentamos no cabeçalho da nossa edição impressa.

Votos de um Feliz 2021, que o ‘Correio do Ribatejo’ continue a ser companhia obrigatória em todas as casas ribatejanas e que consigamos, todos, sair mais fortes desta crise.

No bater das doze badaladas que dão conta da chegada do novo ano será esse o meu desejo.

João Paulo Narciso

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