Este domingo vamos a votos eleger (pouco provavelmente à 1.ª volta) o futuro Presidente da República.

E se não faltam candidatos é bom que não faltem também os eleitores, chamados, mais uma vez, a escolher a figura maior do Estado que irá suceder ao mediático Marcelo Rebelo de Sousa que disse muitas vezes que o futuro estava nos jovens. Os mesmos jovens que um estudo do IPAM, instituição de ensino superior politécnico, afirma que estão mais exigentes com a comunicação dos políticos e a presença nas redes sociais já não chega para os mobilizar. O mesmo estudo mostra que 67,2% dos jovens consideram a informação política digital “essencial para o seu envolvimento cívico”. No entanto, apenas 27,6% afirmam confiar na informação política que circula nas plataformas digitais, evidenciando um fosso crescente entre exposição e credibilidade.

E 58,5% dos jovens reconhecem que “as plataformas digitais contribuem para a disseminação de conteúdo pouco credível”, alega o mesmo estudo.

Em Portugal, desde 1997 que se fazem ensaios de voto electrónico, todos eles não vinculativos. A sua implementação visa, sobretudo, conferir maior celeridade às operações de votação e apuramento, melhorar toda a gestão do próprio processo com vista a atingir ganhos de eficiência e, ao mesmo tempo, manter ou aumentar as garantias de segurança e credibilidade de todo o processo.

A consagração do voto electrónico poderá vir a contribuir para que o cidadão eleitor exerça o seu direito de sufrágio de modo mais eficaz e cómodo, procurando, assim, combater algumas causas do abstencionismo que, no caso português, se têm vindo a evidenciar em quase todos os actos eleitorais.

Mas na época da comunicação digital, o boletim de voto em papel que nos vão dar para as mãos no próximo domingo inclui 14 nomes, três dos quais de candidatos não admitidos pelo Tribunal Constitucional por incumprimento dos requisitos legais aplicáveis, já depois dos boletins de voto impressos, são os casos de Ricardo Sousa, Joana Amaral Dias e José Cardoso.

Quem votar neles votará em branco. É estranho e, arriscaria, inadmissível, mas é o que temos…

Resta-nos, apesar de tudo, 11(!) nomes que cumpriram com todos os requisitos a um acto eleitoral que registou ainda 41(!) candidaturas que, uma vez anunciadas, foram retiradas pelo próprio candidato antes de serem formalizadas junto do Tribunal Constitucional, o que mostra bem o interesse nesta eleição, assim haja interesse dos votantes na ida às urnas neste domingo que não deverá ser de eleição, mas de apuramento dos dois nomes mais votados que passarão a uma segunda volta, no próximo dia 8 de Fevereiro.

E já sabe, o seu voto conta. Participe.

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