epa06065949 Military personnel close a gate at the Tancos Military Base, in Tancos, central Portugal, 04 July 2017. On 29 June 2017 the thieves stole anti-tank grenades, plastic explosives and more than 1,400 rounds of ammunition from the Tancos military complex. EPA/PAULO NOVAIS

O principal arguido no caso do furto das armas de Tancos, João Paulino, propôs ao tribunal de Santarém devolver o material de guerra em falta.

Segundo uma fonte ligada ao processo, o pedido do ex-fuzileiro João Paulino foi autorizado pelo coletivo do tribunal de Santarém, que vai julgar o processo, bem como pelo Ministério Público, faltando apenas agilizar o procedimento da entrega das armas furtadas. Entre as armas que não foram recuperadas dos paióis de Tancos estão munições e granadas.

A mesma fonte adiantou à Lusa que esta iniciativa do arguido, que segundo o Ministério Público foi o mentor do assalto aos paióis, poderá beneficiá-lo em sede de julgamento, designadamente numa atenuação da pena, por colaborar para a descoberta da verdade.

O início do julgamento dos 23 arguidos do processo de Tancos, entre os quais está o antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes, está marcado para 02 de novembro.

Entre os 23 acusados estão também o ex-diretor nacional da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira e o ex-porta-voz da PJM Vasco Brazão estando em causa crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

Nove dos arguidos são acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre os quais Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo ministerial no seguimento do processo, e os dois elementos da PJM, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O caso do furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a recuperação de algum material ocorrido na região da Chamusca, em Outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

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