Santarém foi escolhida para receber o Viva Mundo, um parque temático dedicado ao futebol, apresentado como um investimento privado de 450 milhões de euros e associado ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, que Portugal vai co-organizar com Espanha e Marrocos. O projecto prevê ocupar cerca de 80 hectares em terrenos da Paróquia de Marvila, nos arredores da cidade, e tem abertura anunciada para 29 de Abril de 2030.
O empreendimento foi apresentado publicamente no dia 11 de Junho, no Convento de São Francisco, em Santarém, perante representantes do Governo, autarcas, investidores e entidades regionais. Segundo os elementos divulgados, o Viva Mundo deverá incluir um parque temático centrado no futebol, uma arena para cerca de quatro mil pessoas, zonas de experiências imersivas, comércio, restauração e uma unidade hoteleira com 300 quartos. Os promotores apontam para a criação de 800 a 1000 postos de trabalho directos e para uma estimativa de 1,5 milhões de visitantes por ano.
A execução do projecto está a cargo de investidores privados portugueses e britânicos, tendo Carlos Carreiras, antigo presidente da Câmara de Cascais, assumido a gestão da fase de concretização. O calendário apresentado prevê a adjudicação de serviços e equipamentos ainda este ano, em paralelo com o processo de licenciamento, e a primeira intervenção no terreno no primeiro trimestre de 2027. Para a Câmara de Santarém, o projecto enquadra-se na estratégia municipal de atracção de investimento privado e de afirmação do concelho como plataforma regional ligada às acessibilidades rodoviárias, ferroviárias e ao futuro aeroporto internacional.
Santarém foi escolhida para receber o Viva Mundo, um parque temático dedicado ao futebol que prevê um investimento privado anunciado de 450 milhões de euros, a criação de 800 a 1000 postos de trabalho directos e a captação estimada de 1,5 milhões de visitantes por ano. O projecto foi apresentado publicamente no dia 11 de Junho, no Convento de São Francisco, em Santarém, perante representantes do Governo, autarcas, dirigentes institucionais, investidores e entidades ligadas ao território.
O empreendimento tem abertura prevista para 29 de Abril de 2030, data escolhida para anteceder o Campeonato do Mundo de Futebol que, nesse ano, será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos. Segundo a informação divulgada na apresentação, o Viva Mundo pretende afirmar-se como um destino temático de escala internacional associado ao futebol, combinando entretenimento, experiências imersivas, eventos, restauração, comércio e alojamento.
O projecto deverá ocupar uma área de cerca de 80 hectares, equivalente a 800 mil metros quadrados, em terrenos da Paróquia de Marvila, nos arredores de Santarém. A localização foi apresentada pelos promotores e pela autarquia como um dos factores determinantes para a escolha do concelho, tendo em conta a proximidade aos principais eixos rodoviários, a ligação ferroviária e a posição de Santarém no corredor entre Lisboa e o centro do país.
A estrutura prevista inclui uma zona central designada “Football World”, organizada em torno de um lago e dividida em quatro áreas temáticas: “Centre Circle”, “Passion”, “Glory” e “Fantasy”. O projecto integra ainda uma “Fan Zone”, pensada para experiências interactivas ligadas ao futebol, e uma arena com capacidade para cerca de quatro mil pessoas, destinada a concertos, espectáculos e outros eventos. Está também prevista uma unidade hoteleira com 300 quartos.
O investimento é promovido por investidores privados portugueses e britânicos. Entre os principais nomes associados ao projecto estão o empresário português José Ferraz, do grupo JFA, e investidores britânicos, referidos por Carlos Carreiras como os dois principais promotores da iniciativa, aos quais se juntam outros investidores internacionais. Carlos Carreiras, antigo presidente da Câmara de Cascais, surge como responsável pela gestão do projecto e pela condução da fase de execução.
Durante a apresentação e nas declarações prestadas aos jornalistas no final da sessão, Carlos Carreiras indicou que o calendário de concretização será “muito exigente”. Segundo explicou, os primeiros compromissos relativos à aquisição de serviços e equipamentos deverão ser assumidos a partir de Setembro. Até ao final do ano deverá decorrer a fase de adjudicações, em paralelo com o processo de licenciamento, estando prevista para o primeiro trimestre de 2027 a primeira intervenção física no terreno.
O responsável sublinhou que o objectivo é chegar a Abril de 2030 com o empreendimento em condições de abrir ao público. A data de 29 de Abril foi apontada como a referência para a inauguração do Viva Mundo, poucos meses antes do início do Mundial de 2030. Carlos Carreiras afirmou ainda que o projecto foi apresentado como candidato ao reconhecimento como projecto de interesse nacional e que não envolve, segundo disse, a utilização de recursos públicos municipais.
A apresentação pública serviu também para enquadrar o Viva Mundo na estratégia de atracção de investimento privado em Santarém. O município tem assumido que a centralidade geográfica, a rede de acessibilidades, a proximidade ao futuro aeroporto internacional e os investimentos previstos em mobilidade e infra-estruturas são argumentos centrais para captar projectos de dimensão nacional e internacional. No caso do Viva Mundo, os promotores apontam a localização, a capacidade de resposta das entidades envolvidas e o calendário de execução como factores decisivos para a opção por Santarém.
Confiança dos investidores em Portugal e Santarém
Munir Samji, que interveio em nome da componente internacional do investimento, centrou a sua intervenção na confiança dos investidores em Portugal, na escolha de Santarém e na ligação do projecto ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2030.
Na apresentação pública do Viva Mundo, Samji afirmou que o investimento resulta de uma visão construída ao longo de vários anos por investidores que acreditaram em Portugal, em Santarém e na capacidade de concretização do projecto. O responsável destacou “a estabilidade do país, a qualidade de vida, a hospitalidade e o potencial turístico” como factores relevantes para a decisão de investir.
O responsável sublinhou também o papel do empresário português José Ferraz, fundador do grupo JFA, na estruturação da proposta. Segundo afirmou, José Ferraz trouxe ao projecto conhecimento do território, capacidade de execução, credibilidade e uma equipa multidisciplinar, elementos que considerou essenciais para transformar a ideia inicial numa proposta concreta.
Munir Samji agradeceu ainda à Câmara Municipal de Santarém e ao presidente da autarquia, João Teixeira Leite, pela forma como o projecto foi recebido. Na sua intervenção, apontou a localização estratégica do concelho, as acessibilidades, a qualidade de vida e a ambição do território como razões que contribuíram para a escolha de Santarém.
O responsável enquadrou o Viva Mundo no contexto do Mundial de Futebol de 2030, que será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, defendendo que Portugal tem uma ligação forte ao futebol e condições para acolher um destino de entretenimento dedicado a esta modalidade.
Apesar desse enquadramento, Samji afirmou que o Viva Mundo não deve ser visto apenas como um projecto sobre futebol, mas também como uma iniciativa ligada às famílias, às experiências, ao desenvolvimento económico e à criação de emprego. “Hoje estamos a dar apenas o primeiro passo de uma longa caminhada”, disse.
Governo enquadra Viva Mundo no legado do Mundial 2030
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, enquadrou a apresentação do Viva Mundo no contexto do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, que Portugal vai organizar em conjunto com Espanha e Marrocos. Na intervenção feita no Convento de São Francisco, em Santarém, a governante centrou o discurso no potencial dos grandes eventos desportivos para promover investimento, atrair visitantes, valorizar territórios e reforçar a projecção internacional do país.
Margarida Balseiro Lopes afirmou que o Mundial de 2030 será “um dos maiores acontecimentos desportivos do planeta” e que colocará Portugal “no centro das atenções internacionais”. Para a ministra, a importância da competição “vai muito além” da dimensão desportiva, por poder criar oportunidades de desenvolvimento económico e social.
Foi neste enquadramento que a governante se referiu ao Viva Mundo, classificando-o como “um exercício ambicioso de visão sobre o futuro”. Segundo Margarida Balseiro Lopes, projectos desta natureza contribuem para a reflexão sobre a forma como acontecimentos internacionais de grande escala podem deixar benefícios nos territórios e nas comunidades.
A ministra saudou o município de Santarém por se associar à iniciativa e defendeu que os grandes eventos internacionais só produzem efeitos duradouros se forem acompanhados por investimento, desenvolvimento e benefícios concretos para as populações. “É precisamente a reflexão sobre o legado do Mundial 2030 que nos reúne hoje aqui em Santarém”, afirmou.
Na intervenção, Margarida Balseiro Lopes associou ainda o tema à estratégia nacional para o desporto, defendendo que o sector deve ser visto como instrumento de coesão social, promoção da saúde, valorização das pessoas, dinamização territorial e afirmação internacional de Portugal. A governante recordou a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, que apresentou como a primeira estratégia integrada de longo prazo para o desporto português.
A ministra referiu também que, desde a tomada de posse do Governo, foram mobilizados mais de 120 milhões de euros de investimento extraordinário no desporto, incluindo reforços no apoio ao movimento federativo e aos programas de preparação olímpica, paralímpica e surdolímpica. Destacou ainda a requalificação do Centro Desportivo Nacional do Jamor, com um investimento de quase 20 milhões de euros, e a recuperação das condições para a realização do Campeonato da Europa de Canoagem de Velocidade, em Montemor-o-Velho, após os danos provocados pelas intempéries.
Margarida Balseiro Lopes apontou a realização da Gymnaestrada em 2027, do Campeonato da Europa de Andebol em 2028 e do Mundial de Futebol de 2030 como exemplos de eventos que, além de fortalecerem o desporto português, podem representar oportunidades para a economia, o turismo, a valorização dos territórios e a projecção internacional do país.
No final da intervenção, a ministra defendeu que Portugal deve preparar o Mundial de 2030 procurando transformar a competição numa oportunidade de desenvolvimento, atracção de investimento e criação de novas oportunidades, em particular para crianças e jovens.
Estratégia de investimento privado para Santarém
O presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, enquadrou o Viva Mundo na estratégia de atracção de investimento privado que o executivo municipal definiu como uma das prioridades do mandato. Na intervenção feita no Convento de São Francisco, o autarca afirmou que Santarém tinha já cerca de 600 milhões de euros de investimento privado em curso e que, somando os 450 milhões de euros anunciados para o Viva Mundo, o concelho ultrapassa a fasquia dos mil milhões de euros.
João Leite agradeceu à Diocese de Santarém e à Paróquia de Marvila, e destacou também o envolvimento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, presidida por Teresa Almeida, a quem atribuiu um papel relevante no acompanhamento do processo.
No seu discurso, o presidente da Câmara afirmou que os primeiros contactos relacionados com o projecto remontam a 25 de Março de 2026. Segundo João Teixeira Leite, a autarquia apresentou aos investidores argumentos ligados à centralidade geográfica, às acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, à proximidade ao actual aeroporto de Lisboa e ao futuro aeroporto internacional, bem como à disponibilidade de terrenos e à capacidade de resposta das entidades locais.
O autarca associou ainda o Viva Mundo a outros projectos em curso ou em preparação no concelho, designadamente o programa Centro Vivo, a requalificação da Escola Prática de Cavalaria, a futura concessão do Presídio Militar para unidade hoteleira de cinco estrelas, a requalificação da zona ribeirinha, o Teatro Rosa Damasceno, o mercado municipal, a criação da Universidade Politécnica e o Parque Tecnológico de Inovação e Ciência.
O edil de Santarém voltou a defender a construção de um novo terminal intermodal junto ao CNEMA, concebido para articular transporte rodoviário, ferroviário e novas soluções de mobilidade. Segundo o presidente da Câmara, essa infra-estrutura deverá aproximar Santarém do futuro aeroporto internacional e melhorar a ligação ao parque temático através da circular urbana.
O autarca defendeu também que o Viva Mundo deve ser pensado para além da escala concelhia. Na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, João Teixeira Leite afirmou que o projecto terá impacto na nova região Oeste e Vale do Tejo, que agrega 34 concelhos, e que deverá ser articulado com outras apostas públicas e privadas previstas para o território, nomeadamente nas áreas da ferrovia, mobilidade, turismo, habitação, ensino superior e inovação.
Nas declarações prestadas aos jornalistas no final da sessão, João Teixeira Leite descreveu o Viva Mundo como “um parque temático dedicado ao futebol” e apontou como referências equipamentos existentes em Paris ou Orlando. O autarca afirmou que o projecto deverá funcionar durante todo o ano e defendeu que terá impacto na criação de emprego, na fixação de pessoas e na dinamização económica da região.
Questionado sobre os postos de trabalho previstos, admitiu que a fase de construção poderá exigir mão-de-obra de fora da região, tendo em conta o prazo de cerca de três anos previsto para a execução da obra. Já na fase de funcionamento, sustentou que o objectivo é que Santarém e os concelhos envolventes tenham capacidade para responder à procura laboral associada aos 800 a 1000 postos de trabalho directos anunciados pelos promotores.
Aos jornalistas, o autarca reconheceu a necessidade de reforço do investimento público, sobretudo na ferrovia e na concretização de eixos rodoviários já previstos, apontando a conclusão da A13 como uma obra relevante para melhorar a ligação à zona sul e centro do país.
Ainda assim, defendeu que Santarém dispõe já de uma rede rodoviária significativa, referindo a A1, A15, A23, A2 e A13. Para o presidente da Câmara, a principal prioridade passa pelo reforço da componente ferroviária e pela concretização do novo terminal intermodal junto ao CNEMA, que considera essencial para responder às novas necessidades de mobilidade da região.
Filipe Mendes






