O proTEJO – Movimento pelo Tejo propôs o ‘chumbo’ do Estudo de Impacto Ambiental do novo aeroporto do Montijo por apresentar “impactos negativos significativos” e questiona se o projecto “será viável em termos de operacionalidade e segurança”.

Num comunicado a que a agência Lusa teve acesso, aquele movimento ambientalista, com sede em Vila Nova da Barquinha, propõe que “seja emitida uma Declaração de Impacto Ambiental desfavorável” por o respectivo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) estar “em desconformidade com os normativos legais nacionais, comunitários e internacionais”.

Segundo o movimento, o EIA “não estudou todas as alternativas complementares e/ou substitutivas ao actual aeroporto de Lisboa (…) que tenham em conta diferentes cenários de procura e o menor impacte ambiental possível”.

Esta postura “é contrária ao cumprimento das Diretivas Europeias, Convenções Ratificadas pelo Estado Português e à estratégia nacional de neutralidade carbónica, enquanto compromissos nacionais intergeracionais”, lê-se no comunicado.

Nesse sentido, sublinha o proTEJO, além dos “impactos ambientais negativos sobre os ecossistemas estuarinos, às perturbações na avifauna e consequentemente ao risco para as aeronaves”, o projecto “apresenta uma listagem tão elevada de impactos negativos significativos (…) em praticamente todos os sectores avaliados (…) que não só levam a considerar o EIA como não conforme como colocam a questão se a própria ideia de um projecto deste tipo na BA6 do Montijo será viável em termos de operacionalidade e segurança, e se será legal, por violar um conjunto vasto de legislação nacional e europeia em diversas áreas”.

Por isso, defende a realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) “que considere os impactos ambientais e as externalidades negativas, nomeadamente, quanto à saúde humana e à conservação da biodiversidade”.

O movimento propõe ainda que sejam avaliados os “cenários possíveis das localizações alternativas em articulação com o aeroporto Humberto Delgado em Lisboa e/ou a sua eventual deslocalização”.

Outro dos motivos do pedido para a realização de AAE passa por perceber se existem outras possibilidades de desenvolvimento do transporte aéreo e de mobilidade, incluindo a “ferrovia como alternativa parcial ao transporte aéreo”.

Segundo o ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente, a Avaliação Ambiental Estratégica requer a preparação de um relatório ambiental com os efeitos significativos sobre o ambiente e as alternativas identificadas e a realização de consultas a autoridades ambientais, público e eventualmente outros Estados-membro.

Requer também que o relatório ambiental e os resultados das consultas sejam tidos em consideração antes da aprovação de um programa, que depois da aprovação desse plano a informação relevante seja disponibilizada aos interessados e que “os eventuais efeitos significativos da execução do plano sejam controlados e corrigidos”.

Leia também...

Cientistas alertam para impacto no abastecimento de água a partir do rio Zêzere

 A qualidade do abastecimento de água da Área Metropolitana de Lisboa “pode estar seriamente comprometida” em consequência dos incêndios de 2017 junto ao rio…

Águas de Santarém investe em tecnologia por satélite para detectar fugas de água

Empresa vai apostar em tecnologia inovadora em Portugal.

Sistema que permite reduzir consumo de água na hotelaria vence programa Green Up

Um sistema para reutilização de “águas cinzentas” nas descargas sanitárias, que poderá reduzir em mais de 30% o consumo de água nas unidades hoteleiras,…

Águas do Ribatejo investe meio milhão para desviar águas residuais para a ETAR da Chamusca

A Águas do Ribatejo (AR) está a construir uma nova Estação Elevatória de Águas Residuais (EEAR), no Parque Fluvial do Porto do Carvão, junto…