Foto Ilustrativa // Município da Chamusca

Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Santarém questionaram o Governo sobre as “fragilidades” da Ponte da Chamusca, depois dos condicionamentos provocados pelas cheias das últimas semanas, defendendo a necessidade de avançar com uma solução “mais segura”.

Numa pergunta dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, entregue na terça-feira na Assembleia da República, os socialistas afirmam que trabalhadores, estudantes, empresas e serviços públicos enfrentam uma “forte incerteza e perturbação” devido aos sucessivos encerramentos temporários e limitações à circulação, especialmente de veículos pesados.

Segundo os deputados Hugo Costa e Marcos Perestrello, a deterioração do pavimento e os condicionamentos associados às cheias têm desviado o trânsito para percursos mais longos e “menos adequados”, com custos acrescidos para famílias e atividades económicas.

A situação, acrescentam, tem também impacto na recolha de resíduos urbanos e no acesso aos centros integrados de recuperação e valorização (CIRVER).

Os parlamentares defendem que a região sofre de “dependência excessiva” de uma travessia centenária, sem alternativas que garantam mobilidade em períodos de intempérie.

“Em contexto de cheia, quando vários acessos ficam condicionados ou mesmo intransitáveis, a ausência de alternativas funcionais próximas torna a região particularmente vulnerável, expondo uma dependência excessiva de uma travessia centenária para assegurar ligações básicas entre margens do Tejo”, lê-se no documento.

Para mitigar os efeitos causados pelas cheias na mobilidade do distrito, os socialistas consideram que a concretização do corredor Autoestrada 13/Itinerário Complementar 3 (A13/IC3) é essencial para garantir uma alternativa que “reforce a segurança rodoviária” e garanta “que o território não fica paralisado sempre que ocorre uma situação meteorológica adversa”.

Os socialistas alertam, contudo, que esta obra, apesar de estar prevista, continua sem execução.

“Apesar de terem sido aprovados diversos instrumentos de planeamento, diplomas e previsões legais ou orçamentais que enquadram e apontam para a concretização de uma solução para esta ligação estruturante, sendo exemplo a Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2025, de 20 de março, a verdade é que a obra necessária continua por realizar”, escrevem.

No comunicado divulgado, os deputados pedem ao Governo esclarecimentos sobre as intervenções de curto e médio prazo previstas para a ponte e respetivos acessos, incluindo calendários e verbas alocadas.

O PS quer também conhecer a avaliação estrutural feita após os últimos episódios de cheia, solicita informação sobre o estado do procedimento relativo ao A13/IC3 e pergunta também se o executivo prevê avançar com uma nova travessia do Tejo ou outra alternativa estrutural.

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