O PSD acusou esta sexta-feira, 4 de Outubro, o Governo de “embuste” na operação de limpeza da praga de jacintos no rio Sorraia, mas a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assegura que a interrupção dos trabalhos é “momentânea”.

Numa pergunta entregue na Assembleia da República, os deputados social-democratas eleitos pelo distrito de Santarém afirmam que, numa visita ao local, verificaram que “quase toda a maquinaria foi retirada” e “as acções pararam”, duas semanas após o início dos trabalhos.

“Tanto na zona da ponte do Rebolo, no Biscainho, em Coruche, como em Trejoito, no concelho de Benavente, não há qualquer operação a decorrer, o que é preocupante e revoltante. A operação apresentada pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética não passou, afinal, de um embuste”, afirma uma nota assinada pelos deputados Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho.

Questionada pela Lusa, a APA afirma que as máquinas que têm estado a operar nos concelhos de Coruche e de Benavente foram “momentaneamente” deslocadas para a Barragem de Magos, no vizinho concelho de Salvaterra de Magos, para uma intervenção solicitada pelos produtores de arroz da zona, prosseguindo os trabalhos de remoção dos jacintos no açude do Furadouro, em Mora (distrito de Évora).

O dinamizador do movimento cívico Juntos pelo Sorraia, José Pastoria, disse à Lusa que as máquinas que iniciaram, no princípio de Setembro, os trabalhos de limpeza da praga de jacintos nos concelhos de Coruche e de Benavente deixaram de operar há “perto de uma semana e meia” e que, como verificaram ainda hoje, prosseguem as operações no Furadouro.

Frisando que têm vindo a monitorizar via satélite a evolução da praga, José Pastoria referiu a importância de um trabalho diário para conseguir conter a proliferação “terrível” dos jacintos.

A fonte da APA afirmou que a deslocalização das máquinas foi “pontual”, por “razões operacionais” que visaram responder a uma “premência” na albufeira de Magos, assegurando que a remoção de jacintos no Sorraia “obviamente continua”, pois este é um problema que “tem que ser combatido em contínuo”.

Na pergunta entregue no parlamento, os deputados do PSD questionam o ministro João Matos Fernandes sobre qual a razão por que apenas foi feita a eliminação dos jacintos junto a duas pontes, “locais de onde a praga é mais visível para a população”.

Querem ainda saber que iniciativas vão ser desenvolvidas “para acabar de vez com esta praga em todo o rio Sorraia” e que medidas “vão ou estão a ser tomadas pelos organismos competentes para controlar e prevenir esta espécie invasora no rio Sorraia”.

Perguntam igualmente ao Governo como vai financiar esta operação e “de que modo pretende envolver as autarquias locais e a associação de regantes”.

Leia também...

VÍDEO | Camiões carregados de resíduos espalham “pivete” pelas ruas da Chamusca

A estreita Nacional 118, na Chamusca, é percorrida diariamente por dezenas, às vezes centenas, de camiões carregados de resíduos, perigosos ou não, a caminho…

Águas do Ribatejo investe meio milhão para desviar águas residuais para a ETAR da Chamusca

A Águas do Ribatejo (AR) está a construir uma nova Estação Elevatória de Águas Residuais (EEAR), no Parque Fluvial do Porto do Carvão, junto…

Produtos de plástico de utilização única com mercado vedado a partir de hoje

Produtos de plástico de utilização única, como cotonetes, talheres, pratos, palhinhas ou varas para balões, estão a partir de hoje proibidos de serem colocados…

Alunos de Santarém recolhem perto de meia tonelada de rolhas

Os alunos das escolas do concelho de Santarém recolheram 110.853 rolhas, em de Fevereiro a Abril, um número que chega perto da meia tonelada…