O Rancho Folclórico de Vale de Figueira vai retomar a sua actividade, no próximo dia 3 de Setembro, com a realização do seu 38º Festival Nacional de Folclore, um evento que esteve suspenso durante dois anos, devido à pandemia.

O Parque Desportivo de Vale de Figueira – CCD ‘O Alvitejo’ vai receber o desfile etnográfico que a partir das 17h00 sairá da Rua Cidade de Santarém, percorrendo ainda a rua Dr. Vitor Hugo Semedo, o Largo dos Trabalhadores e o Largo da Bomba.

Pelas 18h30, serão abertas quermesse e o bar e pouco depois o restaurante no recinto do festival que terá a sua inauguração pelas 21h30 com as presenças do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo) e do- Rancho Folclórico “Os Rouxinóis do Dão de Fragilde” (Mangualde), para além do grupo anfitrião, Rancho Folclórico de Vale de Figueira. Após o Festival, a partir das 24h00, a noite será animada pelos DJ Tolan (80’s) e Djo (90’s).

Revisão de estatutos permite maior abrangência de actividades

Fundado em Agosto de 1976, o Rancho Folclórico de Vale de Figueira apresenta uma característica única ao incluir na sua formação representações das comunidades de pescadores e de camponeses. Esta situação resulta da localização de Vale de Figueira, na confluência dos rios Tejo e Alviela, onde se fixou uma comunidade avieira com importante dimensão.

Vale de Figueira tem igualmente um vasto território de bairro, que ajudou a fixar a população de origem camponesa.

A constituição deste Rancho Folclórico resultou da vontade de alguns líderes da comunidade de proporcionar à sua terra um espaço de preservação de tradições culturais e etnográficas em que a população se revisse e no qual pudesse participar. Resultou dessa confluência de vontades a criação de um Rancho Folclórico “duplo”: formação de adultos e formação infantil.

Ensaiado com rigor e trajando de forma rigorosa, o Rancho Folclórico de Vale de Figueira percorreu o país de Norte a Sul, divulgando as danças e cantares da terra com a alegria característica da sua população. A sua actividade atingiu o auge na década de 90, com diversas actuações no mesmo fim-de-semana.

Este é também um rancho folclórico empenhado na representação da sua terra em todas as manifestações culturais de âmbito concelhio, participando sempre que solicitado nos desfiles e actuações organizadas pela autarquia. Nos últimos anos, a associação que suporta o Rancho Folclórico de Vale de Figueira concretizou o sonho de dar início ao processo de aquisição da sua sede, processo que foi concluído no início de 2022 com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Santarém.

Actualmente, e após dois anos de actividade praticamente encerrada devido à pandemia, o Rancho Folclórico de Vale de Figueira está a retomar a sua actividade, com um intenso e inovador programa de actividades, decorrente de uma revisão de estatutos que alargou a abrangência do objecto da associação. O objectivo é ter a capacidade de organizar actividades vocacionadas para a juventude, desenvolvendo actividades que natureza pedagógica. 

A retoma da actividade ocorre oficialmente a 03 de Setembro, com a realização do 38º Festival Nacional de Folclore de Vale de Figueira, um evento que esteve suspenso durante dois anos, devido à pandemia.

Leia também...

Museu Diocesano de Santarém propõe “novas leituras” das suas peças na Noite Europeia dos Museus

O ilustrador Miguel Cardoso vai apresentar, no sábado pelas 21h00, no Museu Diocesano de Santarém (MDS), o projecto “iLUZtrARTE”, que proporcionará aos visitantes “novas…

Município de Tomar apoia com 248 mil euros crianças carenciadas do 1º ciclo e pré-escolar

Foram aprovados em reunião de Câmara os auxílios económicos a alunos carenciados, referentes ao 1º ciclo, bem como os subsídios especiais a crianças provenientes…

Sardoal recebe Final do Campeonato Nacional de Voleibol

O Pavilhão da Escola Básica e Secundária Dra. Judite Andrade, no Sardoal, vai receber de 2 e 4 de Junho, a Fase Final do…

Chuva “é uma bênção” para pastagens no Ribatejo mas insuficiente para os agricultores

As chuvas dos últimos dias são uma bênção para as pastagens e abeberamento do gado no Ribatejo Norte, mas não repõem os níveis freáticos…