O arranque das obras nas Muralhas de Santarém e no Abrigo do Lagar Velho, em Leiria, está a ser reavaliado devido ao impacto do mau tempo, revelou hoje à agência Lusa fonte do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.

Segundo a tutela, devido às condições resultantes das recentes intempéries, ambos os projetos estão a ser avaliados para apurar se “alteraram os pressupostos técnicos dos projetos, e aferir se as respetivas empreitadas podem ou não arrancar nos termos que estavam inicialmente previstos”.

Ambos os projetos “em fase de assinatura de contrato”, e enquadrados no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estão a ser avaliados pelo instituto público Património Cultural, indicou a tutela em resposta a questões enviadas pela Lusa sobre o impacto do mau tempo nas obras previstas.

“Apesar dos constrangimentos resultantes das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, as empreitadas financiadas pelo PRR na área da Cultura continuam a decorrer como previsto, embora a um ritmo diferenciado consoante as zonas do país onde se localizam”, acrescenta o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto (MCJD).

Ainda segundo a tutela, “nos municípios abrangidos pela situação de calamidade […] houve paragens pontuais nos dias de maior intensidade das intempéries, nomeadamente por causa de falhas de energia elétrica e situações de inundação”.

“Nesses casos, o calendário foi ajustado, mas, de forma gradual, as empreitadas retomaram o seu ritmo normal de execução”, acrescenta a mesma fonte do gabinete de imprensa da ministra Margarida Balseiro Lopes.

Na resposta à Lusa, o MCJD deu ainda conta que “com referência a 15 de Fevereiro, 87,64% das intervenções previstas no âmbito do PRR na área da Cultura estão em curso ou já concluídas, mantendo a expectativa de que todas serão plenamente executadas”.

Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado, como o Convento de Cristo, em Tomar, a apresentarem “danos graves”, segundo o último balanço da tutela.

A ministra Margarida Balseiro Lopes admitia, este mês, a necessidade de investimento de 20 milhões de euros em obras de recuperação, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.

Na segunda-feira, a ministra anunciou o lançamento de um Programa de Apoio a Museus da Rede Portuguesa de Museus (ProMuseus) extraordinário, no valor de um milhão de euros, para apoiar equipamentos afetados pelo mau tempo.

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