A edição desta semana do vosso Correio do Ribatejo é uma espécie de recapitulação do que de mais importante foi notícia nas páginas deste Jornal neste ano que agora chega ao fim.
Recordamos-vos as capas das 52 semanas em que estivemos convosco, mantendo bem forte e seguro este cordão que nos une, há décadas, para alguns, há anos, para outros, há dias, no caso dos novos assinantes e leitores que vamos cativando.
A semana entre o Natal e o Ano‑Novo tem aquele sabor a “dolce far niente”: o ritmo desacelera, as luzes ainda brilham e o que mais conta é a família e… uma boa lareira.
O balanço que fazemos de 2025 é bastante positivo. Procurámos dar resposta a quem nos pediu ajuda, mantivemos a proximidade com os nossos leitores como compromisso assumido há 134 anos, desde a nossa fundação, a 9 de Abril de 1891.
Não nascemos ontem, mas não escolhemos a arrogância e a sobranceria para parceiros desta já longa jornada.
O Jornal continua a escrever-se por muitas mãos. As dos nossos jornalistas, as dos nossos colaboradores e colonistas que dão o seu contributo intelectual a este espaço aberto a todos. A todos, um natalício agradecimento.
Iniciámos, em Dezembro, uma nova rúbrica – o Cartoon do João – um ‘boneco’ do criativo artista João Maria Ferreira que se junta à equipa que assim se renova, ano após ano. Foi sempre uma imagem de marca neste Jornal, a qualidade dos nossos colaboradores que com visões diferenciadas do mundo em que todos vivemos, abrem portas à pluralidade de opiniões sobre os mais diversos temas que se encontram na ordem do dia.
Haverá sempre quem escolha o sarcástico Natal de Gedeão: “(…) Comove tanta fraternidade universal. É só abrir o rádio e logo um coro de anjos, como se de anjos fosse, numa toada doce, de violas e banjos, entoa gravemente um hino ao Criador. E mal se extinguem os clamores plangentes, a voz do locutor anuncia o melhor dos detergentes. (…) Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates, com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica, cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilowatts, as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica”.
Nós, por cá, procuraremos sempre que o Natal e as nossas notícias sejam muito mais do que isso. Tentaremos continuar atentos, solidários, coerentes convosco e com nós próprios, ajudando a construir uma região positiva, feliz, orgulhosa da sua gente, em todos os minutos do novo ano que se aproxima.
Em 2026 abrir-se-á um novo capítulo impresso em tinta fresca e cheiro a papel que o convida a fazer parte desta família!
O convite está feito! Boas leituras e um novo ano repleto de boas histórias para contar!
