O Desfile Noturno de Carnaval em Rio Maior, previsto para o dia 14, foi adiado, devido às condições e ao estado de calamidade declarado na sequência da passagem da depressão Kristin, informou a Câmara.
Este adiamento, “surge não só por razões de segurança, mas também como forma de respeito e solidariedade para com todos os munícipes e restantes portugueses afetados pela recente tragédia e que ainda enfrentam perdas e dificuldades resultantes deste fenómeno”, divulgou a Câmara de Rio Maior, no distrito de Santarém.
A decisão foi tomada após uma reunião com os grupos participantes, tendo sido consensualizado o adiamento do desfile para o dia 02 de maio.
O município decidiu ainda “manter a atribuição das verbas previstas por participante e por grupo, destinadas a apoiar as despesas inerentes à preparação do desfile”, pode ler-se num comunicado da autarquia.
Já no que respeita ao Carnaval Escolar, a Câmara decidiu “manter a data inicial, mudando o local do evento para o Pavilhão Polidesportivo, por razões de prevenção em relação às condições climatéricas e consequente segurança das crianças”.
A prioridade do município mantém-se, para já “centrada na salvaguarda da segurança das populações, bem como na recuperação das vias e infraestruturas afetadas pelas condições meteorológicas adversas, cujos efeitos ainda persistem no concelho”, conclui o comunicado divulgado nas redes sociais.
No concelho de Rio Maior, onde o mau tempo tem provocado inundações e algumas derrocadas, continuam condicionadas ou fechadas ao trânsito dezenas de estradas municipais e nacionais.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
