A Biblioteca Municipal Laureano Santos acolheu, na tarde deste sábado, 9 de maio, a inauguração da exposição “Memória e Identidade – O Complexo Mineiro do Espadanal”. A iniciativa, que apresenta publicamente o espólio de José Guilherme de Sousa Espírito Santo (1925-1989), doado pela própria família do engenheiro de minas, centra-se na preservação e legado industrial de Rio Maior.
“Este tipo de gestos são provas vivas daquilo que aconteceu e é espólio que fica e que servirá não só para preservar a nossa identidade, mas também para mostrar às comunidades mais jovens aquilo que foi a cidade e dinâmica que se gerou em torna da mina”, sublinhou Miguel Santos, vereador da Câmara Municipal de Rio Maior.
O evento inaugural ficou marcado pela palestra de José Manuel Brandão, doutorado em História e Filosofia da Ciência, que analisou a formação geológica e as técnicas de extração dos briquetes, aos longo das décadas no país e no concelho de Rio Maior.
Durante a apresentação, o especialista destacou também a importância dos arquivos de família como “testemunhos imperdíveis e fundamentais para se compreender a história local”.
Ao longo da mostra, os visitantes podem observar um conjunto diversificado de documentos, fotografias e objetos que ilustram as diferentes fases do complexo, desde a extração e o transporte até ao processamento na antiga fábrica de briquetes.
O percurso expositivo detalha não apenas as infraestruturas técnicas, mas também o quotidiano e os testemunhos dos operários mineiros do Espadanal.
Descoberto em 1850, o jazigo de lignites de Rio Maior foi explorado com maior intensidade durante o período das duas grandes Guerras Mundiais. A difusão dos combustíveis líquidos e liquefeitos ditaria o fim do uso do carvão e, como tal, o encerramento da mina e da fábrica de briquetes em 1969.
A exposição “Memória e Identidade – O Complexo Mineiro do Espadanal” estará disponível para visita até ao próximo dia 30 de maio.









