A Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste manteve esta quinta-feira, 18 de Abril, a supressão de algumas carreiras urbanas e interurbanas, na sequência da greve dos motoristas de matérias perigosas, disse fonte da empresa.

Orlando Ferreira, um dos responsáveis da empresa, explicou que as restrições, decretadas na quarta-feira, se mantém hoje por ser difícil alterar as escalas e porque não é ainda possível abastecer normalmente nos postos de combustível, prevendo retomar o serviço regular na segunda-feira.

“Regozijamo-nos [com o anúncio do fim da greve], mas vamos aguardar pela normalização” no fornecimento de combustível, disse, frisando que o “foco” da empresa está em garantir o normal funcionamento na terça-feira, dia em que se iniciam as aulas do terceiro período escolar.

Para o dia de hoje, as várias direcções de operações da empresa emitiram avisos às populações dando conta da supressão de algumas carreiras, fora das horas de maior procura, havendo situações, como no Médio Tejo, em que foram suprimidos todos os horários compreendidos entre 08:45 e as 17:00.

A partir de sexta-feira e até domingo, mantém-se o serviço habitual aos feriados e fins de semana.

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou hoje de manhã, depois de o sindicato e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem chegado a acordo.

Em conferência de imprensa, o ministro das Infraestruturas destacou a garantia de “paz social” acordada entre os motoristas de matérias perigosas para o processo negocial e referiu uma “normalização gradual” do abastecimento de combustíveis no país e referiu que a primeira reunião negocial decorrerá no dia 29.

No acordo assinado, a ANTRAM e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas comprometem-se a concluir até dia 31 de Dezembro um processo de negociação colectiva.

Este processo, de acordo com o documento, distribuído aos jornalistas hoje em conferência de imprensa, em Lisboa, visa “promover e dignificar a actividade de motorista de materiais perigosos” e será acompanhado pelo Governo.

A negociação colectiva deverá assentar nos seguintes princípios de valorização: individualização da actividade no âmbito da tabela salarial, subsídio de risco, formação especial, seguros de vida específicos e exames médicos específicos.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas teve início às 00:00 de segunda-feira, convocada pelo SNMMP.

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