O escritor escalabitano Rui Falcão de Campos apresentou, na tarde deste sábado, dia 29 de Junho, em Santarém, o livro “O Rapaz que sorria aos Toiros – uma novela ribatejana”, um livro sobre “as raízes” do autor da obra que pretende que o mesmo transmita aos seus leitores “imagens de conforto”.

“É um livro a pensar nas pessoas da nossa terra”, afirmou.

“Procuro escrever com palavras bonitas, que soem bem e que permitam proporcionar a quem leia a obra uma ou duas horas de uma leitura agradável”, admitiu Rui Falcão de Campos.

A apresentação da obra contou ainda com os testemunhos de Ludgero Mendes e António Rocha Pinto que considerou o autor e amigo de longa data “o último dos verdadeiros poetas” que conseguiu conjugar a “poesia plástica” dos desenhos de Clara Silva de Brito que ilustram o livro, com a “poesia da escrita”.

Com a chancela da Tágide Tinta, o livro, no entender do antropólogo Ludgero Mendes, “pode ser muitos livros ao mesmo tempo” por permitir ao leitor “flutuar no seu imaginário” e construir um final para a história.

Ludgero Mendes elogiou a “inteligência e cultura” do autor e a sua sabedoria, multifacetada em bastantes circunstâncias ao longo do enredo da obra.

Um livro cativante, recheado de frases com fundamento e “profundíssimas” que revela do autor um conhecimento profundo da vivência do campo, da história da tauromaquia e das técnicas de toureio que “emprestam encanto à própria narrativa”, segundo Ludgero Mendes.

Para o antropólogo, o livro “não nos cansa” na sua leitura, uma “poesia em prosa” enriquecido pelo constante jogo de palavras.

Autora das ilustrações de “O Rapaz que sorria aos Toiros”, Clara Silva de Brito explicou que o projecto de ilustração do livro foi pensado para se associar ao texto, representando as imagens os momentos mais fortes de cada capítulo.

Nesta novela, cuja acção se situa no Ribatejo de 1971, entrecruzam-se em planos sobrepostos uma multiplicidade de histórias de amor, enquanto se captam as tensões sociais de uma região e de um país em plena evolução da matriz agrária no sentido da industrialização e da concentração urbana – Lisboa e os seus subúrbios parece que engolem os homens que sobejam da guerra em África e da emigração.

Rui Falcão de Campos nasceu em Santarém, em 1960. Desde muito novo mostrou inclinação para a escrita:

Anteriormente, escreveu a colectânea de poesia “A Morte do Samurai”, publicada em 2018. Em 2017 publicou “Tra Gioia e Paura”. Tem também vasta obra publicada como libretista e letrista.

“O Rapaz que Sorri aos Toiros – uma novela ribatejana” é o seu primeiro livro de ficção. Para o final do ano está anunciada uma sequela, na forma de romance histórico, passado entre os anos de 1833-1971, intitulado “Os Crimes do Maioral”.

Leia também...

Fernanda Narciso inaugurou ‘Raízes’ no Teatro Sá da Bandeira

A artista Plástica scalabitana Fernanda Narciso inaugurou na passada sexta-feira, ao final…

AbrilArte e inauguração de mural alusivo a Bernardo Santareno nas comemorações do 25 de Abril

A Comissão para as Comemorações Populares do 25 de Abril em Santarém…

Orquestra Metropolitana de Lisboa em concerto de Ano Novo em Santarém

A Orquestra Metropolitana de Lisboa foi escolhida para dar o habitual concerto…

Exposição “Braamcamp Freire: o génio poliédrico” em dois espaços de Santarém

A exposição “Braamcamp Freire: o génio poliédrico” vai estar patente, a partir…