O Sal e a Flor de Sal de Rio Maior passaram a integrar, oficialmente, o restrito conjunto de produtos com Denominação de Origem Protegida (DOP) reconhecida pela União Europeia. A entrega do respectivo certificado decorreu sábado, 6 de Junho, no stand da União Europeia na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, numa cerimónia simbólica que contou com a presença do Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, e do Comissário Europeu da Agricultura, Christophe Hansen.

A distinção foi entregue ao presidente da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Sal de Rio Maior, José Casimiro Ferreira, perante um auditório onde marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, o vereador do Turismo, Miguel Santos, a presidente da Assembleia Municipal e deputada à Assembleia da República, Isaura Morais, e a presidente da Associação “Aldeias de Sal”, Cristina Alves.

Na sua intervenção, o Comissário Christophe Hansen elogiou a qualidade dos produtos portugueses e a forte ligação à identidade cultural do território:

“Portugal tem actualmente 206 indicações geográficas protegidas. Este processo é fundamental para proteger o saber-fazer da produção, combater a contrafacção e garantir um elevado valor acrescentado. As DOP são um símbolo de qualidade e reconhecimento, dentro e fora das fronteiras europeias”, afirmou, congratulando os produtores locais pela conquista.

“Estamos aqui para celebrar dois novos membros desta grande família europeia: o Sal e a Flor de Sal de Rio Maior, e o Pastel de Feijão de Torres Vedras. Quero felicitar-vos sinceramente por esta conquista”, sublinhou.

O presidente da Câmara de Rio Maior considerou a distinção “de uma importância extrema”, sublinhando o carácter ancestral e único do produto: “Temos feito todos os esforços para proteger o nosso sal e garantir que mantém a autenticidade da sua origem e a forma de produção tradicional. Esta distinção vem reforçar a diferença face aos restantes sais no mercado, garantindo-lhe um lugar único”, declarou Filipe Santana Dias.

O autarca recordou ainda que se trata de “um sonho antigo”, que foi possível graças ao trabalho dos produtores: “Deram passos importantíssimos para que o sal merecesse este reconhecimento”, afirmou.

Para Santana Dias, a certificação europeia representa também uma mais-valia para a promoção turística do concelho: “Quando temos um produto que já é único e lhe acrescentamos uma acreditação que valida a sua ancestralidade, isso atrai naturalmente mais visitantes, que vêm conhecer algo verdadeiramente distinto”, destacou.

No dia dedicado a Rio Maior na Feira Nacional da Agricultura, o município apresentou no seu stand institucional os principais pontos de atractividade turística e promoveu o “Balcão do Produtor”, espaço onde os produtores locais puderam dar a conhecer os seus produtos e realizar provas ao público.

“É uma forma de mostrarmos o que melhor se faz em Rio Maior. Costumo dizer que só há dois tipos de pessoas no mundo: os que são riomaiorenses e os que gostavam de ser”, concluiu, em tom bem-disposto, o presidente da autarquia.

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